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“O Que a XP Fez com Investimentos, Queremos Fazer com Crédito”, Diz Economista Under 30 sobre Nova Fintech

“O que a XP fez com investimentos, queremos fazer com crédito.” Assim o economista Mário Sergio Leal Inez definiu, em entrevista à Forbes, a ambição da MG7, sua nova empresa, focada em crédito com garantia de imóvel.

Lançada no início de 2026, a fintech já soma cerca de R$ 20 milhões em crédito. O faturamento chegou a R$ 1,1 milhão. A margem líquida é de 54%. A meta agora é alcançar uma produção mensal de R$ 10 milhões nos próximos meses. “A gente deve bater esse ano um faturamento entre R$ 3 e R$ 5 milhões. E como sobra dinheiro para a gente reinvestir, nosso foco é tecnologia”, diz. Para isso, conta com a ajuda dos sócios César Maiochi, Gabriel Santiago e Marco Roitman, todos do mercado financeiro.

A nova empreitada vem pouco mais de um ano após a venda da Money Money. A fintech fundada por ele em 2020 foi vendida integralmente à multinacional americana Fiserv, no início de 2025, após um período de testes operacionais. O negócio marcou o primeiro ciclo completo do empreendedor. Ele entrou na lista Forbes Under 30 de 2025 depois de construir a empresa durante a pandemia e atravessar a mudança no cenário de juros.

Direcionada ao mercado de home equity, a MG7 aposta no uso intensivo de inteligência artificial na análise e na originação do crédito e na personalização. “Somos uma fintech e boutique de crédito”, define. O alvo são clientes de maior valor, com mais precisão na seleção e no encaminhamento das operações.

Antes de lançar o negócio, Mario passou alguns meses nos Estados Unidos. Fez um curso em Stanford e circulou pelo Vale do Silício. A experiência ajudou a definir o modelo da empresa e a viver um mercado bem mais maduro de home equity. “O formato que o americano vê a casa dele é muito diferente do brasileiro”, diz. “O americano usa a casa para alavancar o negócio”, explica. 

A passagem pelo Vale do Silício também serviu para reforçar o protagonismo da IA no mercado. Segundo ele, não se trata mais de ter a IA como diferencial. ” É hoje uma premissa básica. Sem inteligência artificial, hoje é muito difícil estruturar uma fintech e atrair capital”, afirma.  

90% de aprovação

Na prática, a MG7 usa tecnologia para encurtar etapas. O primeiro contato com o cliente é feito por sistemas automatizados. Eles já estimam o valor do imóvel, o perfil financeiro, o valor desejado e as condições da operação. Quando o time comercial entra na conversa, a análise está praticamente pronta.

A empresa replica internamente a lógica dos bancos. Isso reduz o número de recusas. Segundo o fundador, cerca de 90% das operações enviadas são aprovadas.

Em cenário de juros altos, esse tipo de crédito com garantia de imóvel tende a ter taxas menores. Também apresenta maior previsibilidade. Hoje, segundo o executivo, as operações ficam entre 1,3% e 1,4% ao mês. É abaixo do crédito pessoal.

Primeiro emprego aos 15 anos

Mario começou a trabalhar aos 15 anos, como jovem aprendiz e logo se interessou pela área de finanças. “Quando terminei o colégio, fui fazer faculdade de Economia e me apaixonei”. O primeiro contato com crédito veio cedo, no Banco BMG. Lá, saiu de estagiário a analista sênior em poucos anos, na área de risco.

Depois, passou por outras instituições, como Banco BV e Banco Volkswagen. Foi quando decidiu empreender e criou a Money Money. A empresa conectava investidores a operações de crédito para pequenas empresas. Tinha um modelo próprio de classificação de risco.

Cresceu no período de juros baixos. Estruturou emissões no mercado de capitais. Ganhou escala até a venda. A MG7 incorpora parte desse aprendizado. Mas o foco agora está na originação e na seleção das operações.

Além da intermediação, a empresa quer avançar. A ideia é reunir diferentes ofertas de crédito em um único ambiente. O cliente poderá comparar taxas e condições entre instituições. No horizonte, está também a criação de um fundo próprio. “A gente já sabe onde errou e onde acertou”, diz.



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