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Os Times de Futebol Feminino Mais Valiosos dos Estados Unidos em 2026

A National Women’s Soccer League, liga de futebol feminino dos Estados Unidos, iniciou sua temporada de 2026 em março com uma cena marcante: um público anunciado de 63.004 pessoas assistindo ao jogo inaugural em casa do Denver Summit FC, mais de 20 mil ingressos acima do recorde anterior da liga. Mas, embora um recorde de público em um estádio vibrante da NFL tenha oferecido um sinal visceral do embalo da NWSL, a semana passada trouxe uma demonstração talvez ainda mais impactante.

No dia 21 de abril, a comissária Jessica Berman anunciou que Columbus, Ohio, havia recebido a mais nova franquia de expansão da liga, com início previsto para 2028 como o 18º time da NWSL. Um grupo liderado por Jimmy e Dee Haslam, os bilionários donos do Columbus Crew, da MLS, e do Cleveland Browns, da NFL, está pagando uma taxa de US$ 205 milhões para garantir a vaga, disse à Forbes uma pessoa com conhecimento do negócio – US$ 40 milhões a mais do que Arthur Blank, dono do Atlanta United FC, da MLS, e do Atlanta Falcons, da NFL, concordou em desembolsar por um clube de expansão em Atlanta apenas cinco meses atrás.

O preço também é quase o dobro do acordo de US$ 110 milhões de Denver, fechado em janeiro de 2025, e quase quatro vezes os US$ 53 milhões pagos pelo Boston Legacy FC e pelo Bay FC, da região de San Francisco, em 2023. E é mais de 100 vezes as taxas de expansão de cerca de US$ 2 milhões de 2021.

Esse tipo de trajetória teria sido inimaginável poucos anos atrás, quando até os times mais bem-sucedidos eram vendidos por menos de US$ 5 milhões, mas todos os clubes da NWSL recentemente se viram impulsionados por uma maré em rápida ascensão. A Forbes agora estima que os times atuais da liga, excluindo Denver e Boston em suas temporadas de estreia, valem em média US$ 200 milhões, um aumento de 49% em relação ao ano passado. Com crescimento particularmente forte na metade inferior da tabela, o valor mediano subiu ainda mais – 79%, superando US$ 192 milhões – e o piso está em US$ 140 milhões, o dobro do valor de 2025.

No topo da liga, o Angel City FC permanece em primeiro lugar, valendo US$ 340 milhões, seguido pelo Kansas City Current, com US$ 325 milhões. Outros quatro clubes — Bay FC, San Diego Wave FC, Washington Spirit e Portland Thorns — também valem mais de US$ 200 milhões.

Para a maioria das equipes mais abaixo no ranking, os valuations têm pouco a ver com o estado atual dos negócios das franquias e, em vez disso, representam apostas de investidores entusiasmados de que a valorização geral da liga algum dia justificará esses preços elevados. Por exemplo, o Chicago Stars FC, avaliado em US$ 144 milhões após um salto de 106% em relação aos US$ 70 milhões de 2025, gerou apenas US$ 7 milhões em receita durante a temporada regular de 2025, segundo estimativas da Forbes.

Esse número deve dar um salto significativo neste ano, agora que o time deixou o SeatGeek Stadium, nos subúrbios ao sudoeste de Chicago, para uma situação melhor no Martin Stadium, da Northwestern University, a mais de uma hora ao norte. Mas os planos de longo prazo das Stars permanecem indefinidos depois que o clube interrompeu o esforço para jogar em um novo estádio da Northwestern no próximo ano diante da resistência de moradores de Evanston.

Enquanto isso, apesar de todo o entusiasmo em torno da NWSL, a liga viu seu público da temporada regular cair 5% no ano passado, para uma média de 10.669 por jogo, ante 11.235 em 2024. As explicações dos especialistas em futebol variam, de clima desfavorável a um calendário de verão abarrotado de futebol, passando por tendências macroeconômicas que deixaram os torcedores com menos renda disponível para gastar com ingressos, mas a hipótese mais comum se concentra na ausência de grandes nomes como Mallory Swanson, do Stars, e Sophia Wilson, do Thorns, que ambas deram à luz em 2025, e da atacante do Spirit Trinity Rodman, que teve lesões nas costas e no joelho, por todo ou quase todo o ano.

Rodman e Wilson estão de volta à ação em 2026, e espera-se que Swanson retorne mais tarde nesta temporada, mas a experiência ressalta a tarefa da recém-empossada diretora de marketing da NWSL, Rachel Epstein: cultivar uma nova geração de estrelas após as recentes aposentadorias de ícones da seleção dos Estados Unidos, incluindo Alex Morgan e Megan Rapinoe.

Ao mesmo tempo, acredita-se que nenhum clube da NWSL tenha alcançado o ponto de equilíbrio ainda e, com pelo menos alguns grupos de proprietários projetando que só entrarão no azul quando sua receita principal atingir a faixa de US$ 50 milhões, a lucratividade provavelmente ainda está muito distante para boa parte da liga, mesmo com várias equipes projetando crescimento anual de receita de 20% ou mais nas próximas temporadas.

É claro que prejuízos financeiros não são totalmente incomuns nem mesmo em ligas profissionais masculinas mais consolidadas – 12 dos 30 times da MLB, e 16 dos 29 da MLS, tiveram resultado operacional negativo em 2025, segundo estimativas da Forbes – e o Current pode sair do vermelho já neste ano.

A NWSL também acumulou recentemente algumas vitórias fora de campo, incluindo uma grade nacional de transmissão atualizada, com jogos em horário nobre na ESPN aos domingos e parceiros adicionais de mídia em Victory+ e Women’s Sports Network, além de novos acordos com CVS e os cards da Panini, após um crescimento de quase 50% na receita de patrocínio em nível de liga em 2025. E a NWSL está pronta para manter sua posição como a liga de futebol feminino mais competitiva do mundo após implementar uma “regra de jogadora de alto impacto” para persuadir estrelas como Rodman a permanecerem nos EUA com salários acima do teto salarial.

Nesse contexto – e com a Deloitte projetando que as receitas globais do esporte feminino de elite ultrapassarão US$ 3 bilhões em 2026 -, acredita-se que o North Carolina Courage tenha um acordo para vender uma participação minoritária significativa ao Avenue Sports Fund, a um valuation reportado de US$ 155 milhões. Além de validar os números do restante da liga, o negócio levaria outro bilionário à NWSL na figura de Marc Lasry, chairman da Avenue, após transações recentes envolvendo Gail Miller, do Utah Royals, Bob Iger, do Angel City, e Lauren Leichtman, do San Diego, assim como as poderosas gestoras Carlyle, do Seattle Reign FC, e Sixth Street, do Bay FC.

“Quando olho para minha carreira nos esportes profissionais, a coisa que fez diferença no sucesso de todas as ligas esportivas profissionais foi ter proprietários de primeira linha que não apenas tenham os recursos, mas também o desejo e a visão para investir no produto”, disse recentemente a comissária Jessica Berman à Forbes.

Usando esses bolsos mais fundos de forma proveitosa, muitos times começaram a construir novos centros de treinamento, e os donos do Current, Angie e Chris Long, financiaram de forma privada a construção do CPKC Stadium, de US$ 140 milhões, inaugurado em 2024 e que turbinou os negócios do time. O Summit também está construindo seu novo campo, com abertura prevista para 2028, e o Legacy está reformando o White Stadium, em Boston, para sua segunda temporada.

“Os clubes estão investindo na infraestrutura pesada que mudará substancialmente a economia do jogo para eles por gerações, não apenas pelos próximos três anos”, diz Jennifer van Dijk, presidente do Legacy. “Você vê isso mais especificamente nos negócios em termos de preferência de calendário – se eu posso jogar nas noites de sábado e nas tardes de domingo e nas janelas em que tenho a melhor chance de encher meu estádio, isso é um enorme diferencial.

“O segundo ponto em que isso aparece é que você de fato participa da receita de concessões, de estacionamento e de alguma outra receita operacional – qualquer tipo de patrocinador do estádio, claro. Quando você é inquilino, não recebe nada disso.”

A liga pode atingir outro ponto de inflexão em 2028 com o início de seu próximo pacote de direitos de mídia, que deve ter um preço dramaticamente mais alto do que o valor médio anual reportado dos acordos atuais, de cerca de US$ 60 milhões. Somando-se ao otimismo em torno dessa negociação, a audiência de TV da temporada regular subiu 22% em 2025, para 214 mil por jogo, e a audiência da CBS para a final da liga, em novembro, atingiu pico de 1,55 milhão.

Esse otimismo se reflete nos múltiplos de receita que embasam os valuations das equipes. Neste ano, a Forbes em geral avalia os principais clubes da NWSL entre oito e dez vezes sua receita da temporada mais recente concluída e, com a ajuda das franquias mais abaixo no ranking, o valor médio da liga, de US$ 200 milhões, equivale a 11,1 vezes a receita média dos últimos 12 meses – ainda não no nível da NBA, com 12,9 vezes a receita do último ano, mas acima da NFL, com 10,7x, da NHL, com 8,9x, da MLS, com 8,9x, e da MLB, com 7x. Apenas um ano atrás, o número da NWSL era de 8,8x.

“Eu e muitos dos meus colegas crescemos em um mundo em que ser atleta profissional não era uma carreira viável para uma mulher”, diz van Dijk. “E ver isso mudar dentro do período da nossa própria carreira é realmente significativo, mas também é um bom negócio, o que, francamente, é igualmente empolgante.”

Os times de futebol feminino mais valiosos dos Estados Unidos

1. US$ 340 milhões – Angel City FC

Variação em um ano: 21% | Receita: US$ 38 milhões | Proprietários: Willow Bay e Bob Iger

2. US$ 325 milhões – Kansas City Current

Variação em um ano: 18% | Receita: US$ 38 milhões | Proprietários: Angie e Chris Long

3. US$ 230 milhões – Bay FC

Variação em um ano: 35% | Receita: US$ 23 milhões | Proprietário: Sixth Street

4. US$ 225 milhões – San Diego Wave FC

Variação em um ano: 36% | Receita: US$ 24 milhões | Proprietária: Lauren Leichtman

5. US$ 215 milhões – Washington Spirit

Variação em um ano: 65% | Receita: US$ 18 milhões | Proprietária: Michele Kang

6. US$ 205 milhões – Portland Thorns

Variação em um ano: 71% | Receita: US$ 24 milhões | Proprietários: Lisa Bhathal Merage e Alex Bhathal

7. US$ 195 milhões – Seattle Reign FC

Variação em um ano: 86% | Receita: US$ 18 milhões | Proprietários: Carlyle, Adrian Hanauer

8. US$ 190 milhões – Gotham FC

Variação em um ano: 73% | Receita: US$ 11 milhões | Proprietária: Carolyn Tisch Blodgett

9. US$ 155 milhões – North Carolina Courage

Variação em um ano: 72% | Receita: US$ 12 milhões | Proprietário: Steve Malik

10. US$ 150 milhões – Orlando Pride

Variação em um ano: 63% | Receita: US$ 11 milhões | Proprietário: Mark Wilf

11. US$ 146 milhões – Houston Dash

Variação em um ano: 70% | Receita: US$ 10 milhões | Proprietário: Ted Segal

12. US$ 144 milhões – Chicago Stars FC

Variação em um ano: 106% | Receita: US$ 7 milhões | Proprietária: Laura Ricketts

13. US$ 142 milhões – Utah Royals

Variação em um ano: 49% | Receita: US$ 9 milhões | Proprietária: Gail Miller

14. US$ 140 milhões – Racing Louisville FC

Variação em um ano: 59% | Receita: US$ 10 milhões | Proprietário: John Neace

METODOLOGIA

Para classificar as franquias mais valiosas da National Women’s Soccer League, a Forbes examinou dados recentes de transações e conversou com mais de duas dúzias de fontes do setor, incluindo executivos de times e da liga, donos de equipes e investidores, banqueiros de investimento, assessores e consultores.

Os números de receita são estimados para a temporada de 2025 e arredondados para o US$ 1 milhão mais próximo. Playoffs e jogos fora da liga foram excluídos dos cálculos de receita, assim como transferências de jogadoras.

Os valores das equipes incluem a economia do estádio do time, mas não o valor do imóvel do estádio em si. Os valuations também levam em conta fluxos auxiliares de receita capturados nas demonstrações financeiras das equipes, como renda de placas de patrocínio ou eventos no centro de treinamento, sem medir diretamente o valor desses outros ativos. Os proprietários listados são os principais donos; outros investidores foram omitidos.

Boston Legacy FC e Denver Summit FC, clubes de expansão que começaram a jogar neste ano, foram excluídos do ranking. Os futuros times de expansão em Atlanta e Columbus, programados para começar a jogar em 2028, também foram excluídos.

*Reportagem originalmente publicada em Forbes.com



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