O PagBank, banco digital do Brasil e com capital aberto na Nyse (PAGS), divulgou nesta terça feira (12) o balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26) e reportou receita líquida de R$ 3,3 bilhões no período, o que representou um avanço de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O crescimento, impulsionado pela plataforma de banking e pela expansão de receitas, resistiu ao cenário macroeconômico de alta volatilidade e de acordo com o CFO, Gustavo Sechin, “reforça a solidez da nossa estratégia e disciplina de execução”.
O lucro líquido recorrente foi de R$ 575 milhões, um aumento de 4% em comparação com o ano anterior. O aumento foi menor do que o esperado pelo mercado, que projetava R$ 580 milhões.
O resultado de acordo com Carlos Mauad, o CEO do PagBank, foi devido à pressão do custo financeiro, influenciado pela taxa Selic, e os aspectos padrões do primeiro semestre “O lucro líquido reflete de certa forma essas tendências gerais do último mês, ou seja, uma pressão do custo financeiro em função da maior liquidez no período, tirado aqui por uma alavancagem operacional e que resultou nesse gap”.
Embora o crescimento da receita e a alavancagem operacional tenham contribuído positivamente, o custo financeiro elevado, especialmente no primeiro trimestre, penalizou o lucro bruto e, consequentemente, o lucro líquido.
Em comunicado, o banco deu os créditos à plataforma de banking, que impulsionou o ROAE, indicador que mede a rentabilidade sobre o patrimônio dos acionistas, para 15,8%. “O destaque segue sendo o forte crescimento da receita de banking, expandido 41% ao ano”. A eficiência operacional também segue os sinais positivos de crescimento. O lucro bruto registrou crescimento de 1% comparado ao mesmo período do ano anterior.
Base de clientes cresceu 6%
O crescimento da carteira de clientes do PagBank representa um dos maiores trunfos da companhia. O banco encerrou o trimestre com uma base de 34 milhões de clientes, número 6% maior que o visto ano passado. As métricas de engajamento, como o aumento do uso da plataforma, quantidade de acessos médios por cliente, contas pagas e transferências realizadas, e a penetração de produtos de investimento e seguros, demonstram o fortalecimento do funcionamento e o avanço na jornada de principalidade dos clientes.
Para Sechin, a soma dos fatores resulta em uma “evolução natural” para a empresa. “A base de pagamentos e de cliente tem se expandido”, e isso deve sustentar o crescimento do banco que se denomina parceiro das pequenas e médias empresas no Brasil.
A inadimplência ainda não aparece como um impacto no balanço. A carteira de crédito do PagBank é pautada pelo crédito consignado e não deve impactar nos próximas divulgações do banco.Para Mauad “Esses grandes movimentos de inadimplência são menos importantes para gente porque ainda estamos muito no começo da nossa jornada aqui. O elemento macroeconômico ainda não tem poder de pressionar o nosso portfólio, dado que a gente tem R$5 bilhões de carteira de crédito”.
Para os executivos, a expectativa para a Selic ao final do ano está em 13,5%, o que deve puxar os próximos resultados.