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Para a Mulher Que Retirou o Útero, Ainda Vale Tomar a Vacina contra o HPV?

Tenho falado muito neste espaço sobre a importância da vacinação contra o HPV na prevenção de diversos tipos de câncer. Entre eles, o câncer do colo do útero, que segue como um dos tumores mais incidentes entre mulheres em algumas regiões do Brasil e ainda causa milhares de mortes todos os anos no país.

Recentemente, nas minhas redes sociais, compartilhei um vídeo a partir de uma dúvida bastante comum. Muitas mulheres ainda se perguntam se, mesmo após a retirada do útero, ainda há indicação para a imunização contra o papilomavírus humano. Para quem já passou por essa cirurgia e não se vacinou anteriormente, ainda vale a pena?

Costumo dizer que a vacina contra o HPV é, na prática, uma vacina contra o câncer. Isso porque ela protege não apenas contra o câncer do colo do útero, mas também contra tumores de vulva, canal anal, pênis e da região da orofaringe. Assim, vale enfatizar que a remoção do colo do útero não elimina o risco de HPV em outras áreas.

Sabemos que a eficácia da vacina é maior quando aplicada em idades mais jovens, antes do início da vida sexual, quando ainda não houve exposição ao vírus. Com o passar dos anos, essa eficácia pode diminuir, já que aumenta a probabilidade de contato com o agente infeccioso.

Outro ponto importante é que a vacina não tem efeito terapêutico. Ou seja, ela não elimina o vírus em pessoas que já foram infectadas. Por isso, a recomendação é que seja aplicada preferencialmente na infância, idealmente entre 9 e 14 anos, em meninos e meninas.

Para quem não se vacinou na idade recomendada, a orientação é buscar a imunização, respeitando os critérios do SUS, que define faixas etárias e condições de saúde específicas para indivíduos adultos, como pacientes imunossuprimidos. Fora desse grupo, a vacinação pode ser realizada na rede privada, com indicação que pode chegar até os 45 anos de idade. A própria OMS indica que, em caso de disponibilidade de doses (como nas clínicas particulares), mulheres mais velhas que não tenham recebido as aplicações podem tomar a vacina.

Mesmo em situações mais complexas, como no caso de pacientes que já tiveram diagnóstico de câncer do colo do útero, a vacinação pode e deve ser discutida individualmente com o médico, considerando os benefícios da imunização.

*Dr. Fernando Maluf é médico oncologista, cofundador do Instituto Vencer o Câncer e professor livre-docente da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.





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