Seja Bem Vindo - 17/04/2026 10:36

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População de Ibititá questiona contratos milionários de parentes de vereador com a prefeitura

População de Ibititá questiona contratos milionários de parentes de vereador com a prefeitura

Em meio à crise provocada pela seca e à estagnação econômica que atinge o município de Ibititá, a população tem demonstrado crescente indignação com contratos e nomeações que envolvem familiares do vereador Paulo Dourado, atual presidente da Câmara Municipal. Os contratos foram firmados com a Prefeitura de Ibititá, administrada pelo prefeito Afonso Mendonça, e já somam valores que podem ultrapassar R$ 200 mil.

Segundo denúncias de moradores, filhos e parentes próximos do vereador estariam ocupando cargos estratégicos ou sendo beneficiados com contratos administrativos, o que levanta fortes indícios de prática de nepotismo cruzado — quando agentes públicos trocam favores nomeando familiares uns dos outros para cargos comissionados, burlando a legislação.

A situação tem gerado revolta na população, que enfrenta dificuldades com a escassez de água, desemprego e a falta de investimentos em áreas essenciais. Para muitos, a disparidade entre a dura realidade vivida pela maioria dos cidadãos e os contratos vultosos firmados com familiares de políticos locais agrava ainda mais o clima de insatisfação.

“Não tem vaga de emprego pra ninguém, mas pra quem é parente de vereador, tem contrato gordo todo mês”, criticou um morador, pedindo anonimato por medo de perseguição.

A possível prática de nepotismo cruzado pode configurar não apenas imoralidade administrativa, mas também infração aos princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade previstos na Constituição, além de contrariar súmulas do Supremo Tribunal Federal (STF) e orientações do Ministério Público.

A reportagem procurou a Prefeitura de Ibititá e a Câmara Municipal para esclarecimentos, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações.

Enquanto isso, cresce a pressão popular para que os contratos sejam apurados por órgãos de controle externo, como o Ministério Público da Bahia e o Tribunal de Contas dos Municípios, que podem tomar providências legais diante dos indícios apresentados.

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