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Powell Confirma Saída da Presidência do Fed e Destaca Riscos para a Inflação com Conflito no Irã

O cenário amplamente esperado pelo mercado se confirmou nesta quarta-feira (29). Há pouco, o Federal Reserve (Fed) confirmou a manutenção da sua taxa básica de juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.

Em sua última coletiva de imprensa como presidente do Fed, Jerome Powell, assegurou sua saída da presidência do Fed em 15 de maio — seguirá na autoridade monetária como como membro do Conselho de Governadores — e destacou os riscos para a inflação com o prolongamento do conflito no Irã. Houve uma leve mudança em relação à reunião anterior, com maior preocupação inflacionária.

A inflação ao consumidor nos EUA avançou em março, com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subindo 0,9% no mês, elevando a taxa anual para 3,3%. Esse aumento, o maior desde abril de 2024, foi predominantemente causado pelo setor de energia — os preços de energia também registraram o maior aumento mensal desde 2005.

A meta de inflação nos EUA é de 2%. Ao mesmo tempo, a economia americana continua resiliente, sustentada por um mercado de trabalho firme e resultados corporativos sólidos.

A votação de 8 a 4 foi a mais dividida desde 6 de outubro de 1992. Oito membros votaram pela manutenção das taxas com um viés mais baixista, ou seja, sinalizando que o próximo movimento poderia ser de cortes. Por outro lado, três integrantes defenderam a manutenção dos juros sem esse viés, adotando uma postura mais equilibrada em relação aos riscos da economia americana. Além disso, um membro, Stephen Mirren, votou por um corte de 0,25 ponto percentual.

O cenário mostra a amplitude de opiniões que o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, enfrentará ao buscar os cortes nas taxas que o presidente Donald Trump diz esperar do sucessor que escolheu para Powell.

Segundo Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, para o mercado, a passagem de bastão funciona como um sinal de transição administrada. “Powell encerra seu ciclo deixando a política monetária em zona neutra, com a bola para o sucessor, Kevin Warsh, que entra em cena em um contexto de pressão política do governo Trump por juros mais baixos e maior coordenação com o Tesouro”, comenta.

Fim de uma era

Powell afirmou que “após o término do meu mandato como presidente continuarei a servir como membro do Conselho de Governadores por um período a ser determinado”, acrescentando que pretende manter um perfil discreto. “Deixarei o cargo quando achar adequado”, concluiu.

O chairman também destacou que a decisão está ligada à investigação sobre reforma da sede do banco central, que ele diz querer ver concluída com transparência. Powell disse sobre a sucessão no comando do banco central. “Quando Kevin Warsh for confirmado e empossado, ele será o presidente”.

O dirigente comentou sobre as críticas recebidas do presidente Donald Trump, que o indicou para o cargo durante seu primeiro mandato. De acordo com Powell, o nível de pressão é incomum. “Esses ataques são sem precedentes nos 113 anos de história da instituição”.

Ele ressaltou possíveis efeitos sobre o funcionamento do banco central. “Preocupo-me que esses ataques estejam afetando a instituição e colocando em risco sua capacidade de conduzir a política monetária sem influência política”, declarou.

Para Powell, a independência do Fed é essencial para a economia. “É fundamental que o público possa confiar em um banco central que opere livre de interferência política”, concluiu.

Juros em jogo

Os aumentos de preços estão pesando sobre as famílias norte-americanas. O petróleo voltou a subir e se mantém acima de US$ 100 por barril, em meio às tensões no Oriente Médio e aos impactos no Estreito de Ormuz. Os efeitos disso nos custos de energia e de logística tocam no foco do comitê de política monetária dos EUA (FOMC), que é o controle da inflação.

Hoje também acontece, no Brasil, a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que anunciará sua decisão sobre a taxa Selic — o mercado tem expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros. 

Segundo Andressa Durão, economista do ASA, as duas decisões têm potencial para mover os mercados de forma expressiva. “Os agentes financeiros aguardam com atenção os comunicados e sinalizações sobre os próximos passos da política de juros nos dois países”, comenta.



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