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Programação Especial de 20 Anos de Inhotim Reforça Seu Papel como Instituição Cultural Brasileira

Quem já foi ao Inhotim sabe o quanto passear por um museu a céu aberto é uma experiência única – e que deve ser vivida com calma e atenção. São galerias especiais, obras ao longo do caminho (e que caminho!), espaços de pausa para contemplar a vista e experiências gastronômicas para todos os gostos. O que tem mudado com a gestão de Paula Azevedo, diretora-presidente desde dezembro de 2023, é a integração dos pilares que atravessam as frentes de arte, educação e natureza. Por isso, nesta comemoração dos 20 anos da instituição cultural, nada mais coerente do que apresentar novas obras, exposições e vivências que honrem o passado para olhar para o futuro.

Daniela PaolielloDetalhe da obra Viewing Machine (2001)

“Celebramos essa maturidade do Inhotim reconhecendo todo o processo de institucionalização e profissionalização do museu desde 2022, assim como a idealização do sonho de Bernardo Paz”, conta Paula. “No universo da cultura, entre museus, parques ou reservas naturais ao redor do mundo, estão preocupadas em como vão se manter nos próximos anos. Queremos um amanhã sustentável e possível.”

Depois de alguns períodos de expansão, reformas e construção de novas áreas, o Inhotim agora observa de dentro para fora como cultivar a energia de ser um museu composto por vários outros museus. “Essa é a nossa tônica: experimental, ativo, interessado. A programação para 2026 reflete a ideia de quem somos hoje e o que queremos ser”, conta Júlia Rebouças, diretora artística. Com um corpo formado por mais de 500 funcionários, o Inhotim ainda reforça por meio de seus projetos e exibições o seu DNA interdisciplinar e múltiplo. “Nossa intenção é gerar experiências de qualidade longe do banal ou do clichê.”

Em fevereiro, as ativações de Paulo Nazareth e Grada Kilomba já iniciaram os trabalhos, reafirmando a proposta de atualizar projetos longos e relações profundas com artistas. O artista performático mineiro apresentou Esconjuro – Verão (2026), última etapa de uma série de quatro exposições sobre espiritualidade e território, enquanto a multiartista portuguesa encerrou o ciclo iniciado em 2024 com O Barco – Ato III (2026), composto por uma projeção inédita de Opera to a Black Venus (2024).

Daniel MansurPalíndromo Incesto (1990- 1992), de Tunga, na Galeria Psicoativa do Instituto Inhotim

A partir do dia 25 de abril, será a vez de três novas exposições encantarem o público. Nascido em Brasília e criado em Goiânia, Dalton Paula ganha uma panorâmica de sua carreira, com obras inéditas e as já conhecidas. “É a primeira vez que uma mostra abraça a multiplicidade do trabalho de Daltton, desde o começo com suas performances até as pesquisas com vídeo e pintura”, explica Júlia Rebouças. Na mesma data, a obra comissionada Contraplano (2025), de Lais Myrrha, e uma instalação de davi de jesus do nascimento (assim, em letras minúsculas, mesmo!) na Galeria Nascente, complementam as novidades do primeiro semestre. Ambos artistas mineiros expoentes no mercado que reforçam o compromisso da instituição como um farol para novos talentos.

“Esse equilíbrio entre grandes nomes e aqueles ainda em ascensão sempre fez parte do nosso olhar – e isso vai se manter. É o jeito Inhotim de ser. Não temos um foco nacional ou internacional, mas no diálogo e na experimentação”, explica Paula Azevedo.

Ícaro MorenoNa página ao lado, no alto, detalhe da obra Missão/Missões (1987), de Cildo Meirelles

Em setembro, por uma excepcionalidade do aniversário do museu, uma exibição retrospectiva da trajetória da instituição irá compor o Centro de Educação e Cultura Burle Marx, adicionando mais uma camada de informação e mergulho para os visitantes. Já em outubro, a Galeria Cildo Meireles, um dos pontos mais icônicos de Inhotim, ganha a instalação Missão/Missões (Como Construir Catedrais) (1987) e a inesquecível The Murder of Crows (2009), de Janet Cardiff & George Bures Miller, retorna para a programação – uma instalação imersiva querida e aclamada também pelo público saudoso da experiência dentro da obra, composta por 98 alto-falantes.

Mas as ocasiões especiais não param por aí: “Teremos uma festa gratuita e aberta ao público, com programação musical, no dia 18/10”, confirma a diretora artística. “O Inhotim é de todos para todos. Tendo uma gestão muito transparente, não poderia haver um projeto como esse sem uma festa que, de fato, fosse acessível. Estamos nos organizando para receber 5 mil pessoas neste aniversário”, complementa a diretora-presidente.

Divulgação Obra Kotib’ib’al k’us – Balançar seu espírito, de Edgar Calel

Há ainda uma mudança no formato tradicional do Anoitecer que, na sua quarta edição, tomará conta de um final de semana inteiro, com programação voltada para o lifestyle permeado pela arte. “Somos um museu de destino, não de passagem. Por isso, desta vez, pensamos em dias customizados, refinando o que queremos oferecer para o público de alto luxo que enxerga esses momentos também como oportunidades de networking, visibilidade e, claro, aproximação com as instituições que acreditam”, finaliza Paula Azevedo. Um momento crucial pensado como ele merece. E que venham mais 20 anos.

*Reportagem publicada na 10ª edição da ForbesLife Fashion, disponível nos aplicativos na App Store e na Play Store



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