Depois de 20 anos, O Diabo Veste Prada 2 chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (30) e, assim como seu primeiro filme, o figurino ocupa um papel tão central quanto as protagonistas Andy Sachs (Anne Hathaway) e Miranda Priesly (Meryl Streep). Orquestrado pela figurinista Molly Rogers, o filme promete looks icônicos e com a mesma essência do longa de 2006, no qual Rogers também contribuiu sob a orientação de Patricia Field.
O sucesso da franquia se revela não só no mundo fashion, como também se traduz em números. Com um investimento de US$ 150 milhões (R$ 748 milhões) – comparado aos US$ 35 milhões do primeiro filme -, a venda da pré-estreia na plataforma Ingresso.com já se tornou a maior de 2026 e superou pré-vendas de filmes da Marvel.
Esse movimento mostra não só a ansiedade de um público fiel ao filme, como a combinação entre personagens marcantes e construção estética memorável nas telas pode impactar toda uma geração.
Por isso, a Forbes perguntou a 10 personalidades fashionistas: quais foram as personagens fictícias que mais influenciaram seu estilo e por quê?
Confira na galeria a seguir:
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1 / 10
DivulgaçãoMalu Borges
“Eu assistia muito ‘Sex and the City’ e era completamente encantada pelo estilo da Carrie. Uma das coisas que eu aprendi com ela, e que acredito que nenhuma aula poderia me ensinar, é que o estilo também é um jeito de pensar. Ela não se vestia pra agradar ninguém. Se vestia pra se divertir, pra se expressar, pra ser ela mesma, sem filtro. Aquele tutu rosa andando por Nova York não era um erro… era quase um manifesto. Tinha humor, tinha leveza, e principalmente aquela liberdade de não deixar o mundo dizer o que fazia ou não sentido. Isso ficou em mim. Essa ideia de que você pode misturar o que quiser, confiar no seu olhar, e criar algo que tenha a ver com você. Porque autenticidade não é uma teoria bonita, ela aparece nas escolhas do dia a dia, no que você veste de manhã sem precisar da aprovação de ninguém”.
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2 / 10
Nicolau SpadoniRosa Saito
“Desde pequena tive acesso à moda, porque as roupas eram feitas pela minha mãe, que possuía o dom da costura. Ela mesma criava meus modelitos e tinha um estilo muito elegante, além de ser extremamente criativa e detalhista. Meu contato com inspirações veio das revistas de cinema que eu folheava aos 12 anos, quando me encantei com a elegância de Audrey Hepburn (de ‘Bonequinha de Luxo’), cujo estilo permanece como referência até os dias de hoje”.
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3 / 10
DivulgaçãoLuanda Vieira
“As primeiras que vêm à minha cabeça são a Cher e a Dionne de ‘As Patricinhas de Beverly Hills’. Num primeiro momento é evidente que a identificação veio por ter poucas personagens negras, como a Dionne, na televisão. Mesmo sem saber o que aquela sensação significava, eu me sentia possível no mundo. Quando a gente avalia de lá para cá, além da questão social, eu sempre fui apaixonada pelo estilo Preppy. Diria que é uma marca registrada minha até hoje, seja por jogar tênis, seja por ter crescido nos anos 90 e adotar esse estilo desde jovem. Outra referência para mim era a Hillary Banks, de ‘O Maluco no Pedaço’. Segue a mesma lógica de identificação e a minha paixão pela moda dos anos 80 e 90. Mais pra frente, a própria Vivian, mãe da personagem, também passou a ser uma fonte de inspiração pra mim, porque eu era bailarina e ela às vezes fazia aulas de dança e aquilo deixava a personagem completamente próxima da minha realidade. Vendo assim, acredito que eu me identificava pelos semelhantes e também por quem eu gostaria de ser. Deu certo! Hoje não uso o estilo de forma literal, mas sempre tem uma sobreposição de blazer com camisa, colete e meias aparentes”.
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4 / 10
DivulgaçãoSilvia Braz
“A própria Andy Sachs é uma referência para mim. É interessante acompanhar a transformação dela não só no estilo, mas na forma como ela se posiciona e entende o universo em que está inserida. A moda, ali, funciona quase como uma extensão desse amadurecimento. Gosto muito dessa ideia de que o estilo não nasce pronto, mas que ele é construído a partir de repertório, vivência e autoconhecimento”.
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5 / 10
Larissa KreiliRobertita
“Acho que quando penso em personagem sendo uma pessoa negra impossível não pensar em Will Smith em um ‘Maluco no Pedaço’ e cada integrante da Família Banks de alguma maneira. Tendo destaque para a própria personalidade do Will, tia Vivian e a Hilary. Do underground ao high fashion. Seria mentira também se eu não assumisse que não daria tudo pra ser a Raven do ‘As visões da Raven’ a identidade de moda despojada, que esbarra na rotina juvenil e simultaneamente o superdote se prever o futuro. E isso era nítido no figurino e do quão genial eu também gostaria de ser”.
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6 / 10
Anttónia
“Para mim, os figurinos de Anna Karina nos filmes de Jean-Luc Godard funcionam quase como um manifesto de estilo da Nouvelle Vague: simples, espontâneos e marcados por um charme parisiense despretensioso. São femininos, mas carregam a atitude de uma mulher moderna, o ‘effortlessly cool’. Outro figurino que amo é o da personagem Nancy, de ‘The Craft’ (1996), que é quase a espinha dorsal da estética do filme, traduzindo um estilo que mistura referências góticas, punk e grunge, muito exploradas nos anos 1990. Trata-se de um gótico mais urbano e menos refinado, distante do clássico. Por fim, adoro também a personagem Valerie, do filme Valerie and Her Week of Wonders, que é uma ‘Lolita gótica’: usa vestidos brancos, rendas e babados, inspirados no leste europeu rural, com modelagens do século XIX e acessórios como fitas e coroas de flores. O contraste fica por conta de elementos góticos e vampíricos como capas escuras e roupas eclesiásticas”.
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7 / 10
DivulgaçãoVitoria Fiore
“Como uma boa menina nascida no fim dos anos 1990, foi impossível não ser influenciada por Serena Van Der Woodsen. Será que meu loiro veio dessa fantasia adolescente? Só sei que ou você era team Blair, ou team Serena – e eu sempre preferi mulheres mais ousadas. Mais do que peças específicas, sua atitude era amplificada pelas roupas que ela usava, e é isso que eu sigo buscando. Outro ícone de estilo que me influenciou, e foi extremamente subestimado, é o Ryan de ‘High School Musical’: mistura de estampas, brilho, rosa, verde – ele bancava tudo sem medo de ousar”.
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8 / 10
DivulgaçãoLelê Burnier
“Uma que eu amo porque estou assistindo agora é a personagem da Carolina Dickmann em ‘Mulheres Apaixonadas’, em que ela usa uns brincos super boho, sempre de batinhas e uma calça jeans de cintura baixa. E as outras duas refs do momento são de ‘Daisy Jones and The Six’. A personagem da Camila vai ficando cada vez mais cool e indo para um lado mais de moda. Ela usa uns oclões bem em anos 70 e a Daisy no palco tem algo meio Florence da Machine, meio bruxona, com umas batas grandes. É um sonho”.
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9 / 10
DivulgaçãoReis Rodrigues
“Acredito que a Dafne de Scooby Doo e a Barbie. Agora de personalidade, a princesa Tiana da Disney. Dafne porque não importava a ocasião ou o mistério a ser descoberto, ela sempre estava com um bom salto e um conjunto belíssimo. Barbie pela capacidade de ser inúmeras versões! E a Tiana pela menina sonhadora que ela é”.
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10 / 10
DivulgaçãoCamila Coutinho
“A Carrie Bradshaw foi uma das que mais me influenciou nesse olhar mais livre e criativo da moda, de ousar, testar e fazer combinações mais divertidas, sem ficar presa a regras. E a própria Miranda Priestly também entra muito como referência nesse lugar mais confiante, de entender o estilo como uma extensão da sua presença. No fim, acho que meu estilo foi sendo construído nesse equilíbrio entre essa liberdade criativa e uma imagem mais forte e segura”.