Bernardo Medeiros/Forbes
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Durante a Paris Air Show 2025, a Revo, referência em mobilidade aérea de alto padrão, assinou um contrato com a Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, para a compra de até 50 eVTOLs, aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, em um negócio avaliado em US$ 250 milhões. “É um momento de transformação e uma demonstração muito forte da nossa crença nesta indústria”, disse João Welsh, CEO da Revo, em participação no ForbesCast.
Apresentado por Fernanda Almeida, editora de Forbes Mulher e Carreira, o episódio também contou com Johann Bordais, CEO da Eve. Os executivos detalharam a parceria estratégica e os próximos passos rumo à nova era da mobilidade aérea urbana.
A Revo será a primeira empresa a operar os eVTOLs da Eve, posicionando-se como pioneira na adoção de tecnologias que prometem transformar o transporte nas grandes cidades. Parte do grupo português Omni Helicopters International (OHI), a companhia aposta em inovação para oferecer um modelo de deslocamento mais ágil e sustentável.
Solução para o trânsito de São Paulo
A Revo pousou em São Paulo há dois anos com uma missão ambiciosa. “O desafio de mobilidade urbana na cidade, com trânsito intenso e imprevisível, nos cativou”, afirma Welsh.
Segundo Bordais, da Eve, a capital paulista é o palco ideal para essa inovação: “São mais de 200 horas que o cidadão perde por ano no trânsito de São Paulo. A solução que nós temos é o eVTOL, um veículo totalmente sustentável e elétrico.”
Atualmente, a Revo opera quatro rotas fixas, sendo o trajeto entre Faria Lima e o Aeroporto de Guarulhos o principal, responsável por 25% da receita. “São entre 8 a 10 minutos de voo. De carro, durante a semana, dificilmente é menos de 1h15, podendo chegar a 3 horas”, diz o CEO.
Além da economia de tempo, o grande diferencial, segundo Welsh, está na previsibilidade: “O imprevisível é um fator de estresse. Nesse sentido, o valor que nós acrescentamos é quase de um seguro.”
A Revo oferece um serviço de “porta a porta”, cuidando de toda a jornada do passageiro. As rotas incluem Alphaville, Quinta da Baroneza e Fazenda Boa Vista, além de voos executivos durante a semana e saídas para o litoral aos fins de semana.
A reinvenção da mobilidade e os eVTOLs
“É a primeira vez na história da nossa empresa que assinamos um contrato para um produto que ainda está no seu desenvolvimento final”, afirma Welsh sobre o acordo com a Eve, que nasceu em uma incubadora de inovação da Embraer e fez spin-off em 2020.
As companhias mantêm reuniões semanais de preparação para a entrada em operação. Além das aeronaves, a Eve oferece soluções de suporte, como o Eve Tech Care e o software de gestão de tráfego aéreo Vector.
“O desafio é chegar na certificação, prevista para 2027, que será o ponto de partida, não a chegada”, diz Bordais. Welsh complementa: “Os níveis de certificação exigidos são bastante elevados, e acreditamos que as aeronaves serão ainda mais seguras do que a tecnologia que operamos hoje.”
Para o futuro, os executivos esperam benefícios ambientais significativos, como redução de ruído e zero emissão de gases, além de menor custo operacional, fatores que devem democratizar o acesso. “Quando é possível voar com total segurança, menos ruído e menor custo operacional, a proposta de valor se prova por si só”, afirma Bordais.
Segundo um estudo recente da Eve, há potencial para 30 mil eVTOLs em operação até 2045, embora o CEO considere essa estimativa conservadora. “Não é o futuro, está acontecendo. Vai ser um dos primeiros no mundo e 100% brasileiro, desenvolvido aqui, com engenheiros e passageiros brasileiros. Estamos fazendo história”, conclui.
Assista ao ForbesCast com João Welsh, CEO da Revo, e Johann Bordais, CEO da Eve Air Mobility:
*Brandvoice é de responsabilidade exclusiva dos autores
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