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Tensão no Oriente Médio Eleva Preços do Petróleo e Pressiona Ações

Bom dia. Estamos na sexta-feira, 6 de março.

Cenários

Os mercados de petróleo estão se preparando para um possível choque de oferta depois que os ataques dos EUA ao Irã no fim de semana reacenderam os temores de que o fluxo pelo Estreito de Ormuz possa ser interrompido.

Embora os analistas esperem uma reação imediata e instintiva nos preços do petróleo quando as negociações forem retomadas em Nova York no domingo à noite, a questão mais importante é se as tensões podem escalar para uma interrupção prolongada das exportações do Golfo.

Com o aumento das tensões, a atenção voltou-se para o Estreito de Ormuz, onde qualquer interrupção teria consequências imediatas e desproporcionais para os fluxos globais de petróleo e GNL.

Localizado entre Omã e o Irã, o estreito serve como uma rota de trânsito crítica – e um potencial ponto de estrangulamento – para o petróleo bruto global, com cerca de 13 milhões de barris por dia passando por ele em 2025, o equivalente a aproximadamente 31% de todo o fluxo de petróleo por via marítima.

Segundo Enrico Cozzolino, CEO da Zermatt Partners, a escalada do conflito geopolítico tem feito os principais índices caírem, o que influencia a bolsa brasileira. “Em apenas quatro dias o Ibovespa zerou os ganhos do último mês”, diz ele.

Para ele, a insegurança nos países vizinhos ao Irã tem gerado uma realocação dos fluxos e com o Ibovespa não é diferente, pois o impacto do petróleo na inflação tem preocupado os investidores. “O mercado está colocando em xeque a possibilidade de corte de juros, pois caminhamos para uma inflação mais alta devido ao aumento do petróleo e à depreciação do real frente ao dólar.”

Perspectivas

O dia começa com queda nos contratos futuros dos principais índices americanos no pré-mercado e nas cotas do Exchange Traded Fund (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil. Os investidores ficarão atentos à divulgação de indicadores americanos importantes, como o nível de emprego não-agrícola (“non farm payroll”), a taxa de desemprego e o comportamento das vendas no varejo em janeiro.

Indicadores

BRASIL

IGP-DI (Fev)

Observado: – 0,84%

Esperado: ND

Anterior: 0,20%

Produção industrial (Jan)

Esperado: + 0,7%

Anterior: – 1,2%

Produção industrial (12m)

Esperado: – 0,7%

Anterior: + 0,4%

ESTADOS UNIDOS

Relatório de emprego não-agrícola (Fev)

Esperado: 58 mil

Anterior: 130 mil

Taxa de desemprego (Fev)

Esperado: 4,3%

Anterior: 4,3%

Ganho médio por hora trabalhada (Fev)

Esperado: 0,3%

Anterior: 0,4%

Vendas no varejo (Jan)

Esperado: – 0,3%

Anterior: 0,0%

Núcleo de Vendas no varejo (Jan)

Esperado: 0,1%

Anterior: 0,0%



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