Os brasileiros continuam correndo para a renda fixa em meio ao ambiente de juros elevados. O Tesouro Direto registrou R$ 8,55 bilhões em investimentos em abril, enquanto os resgates somaram R$ 3,39 bilhões. O resultado foi uma emissão líquida de R$ 5,16 bilhões no mês.
Os números mostram força do investidor pessoa física de menor porte. Segundo o Tesouro Nacional, 55% das operações realizadas em abril foram de aplicações de até R$ 1 mil. Já as operações abaixo de R$ 5 mil representaram 78% do total. O valor médio por operação ficou em R$ 9.110,30.
O estoque total do programa chegou a R$ 242,3 bilhões em abril, uma alta de 41,8% em relação ao mesmo mês de 2025.
A preferência dos investidores segue concentrada nos papéis atrelados à taxa básica de juros. Os títulos indexados à Selic responderam por 56,1% das vendas do mês, movimentando R$ 4,8 bilhões. Na sequência vieram os títulos indexados à inflação, como Tesouro IPCA+ e RendA+, com R$ 2,6 bilhões e participação de 30,8%. Já os prefixados movimentaram R$ 1,1 bilhão, equivalente a 13,1% das vendas.
O avanço da base de investidores também chama atenção. O Tesouro Direto encerrou abril com 35,3 milhões de investidores cadastrados, crescimento de 9,7% em 12 meses. O número de investidores ativos, aqueles que têm dinheiro aplicado no programa, chegou a 3,47 milhões, alta de 16,4% em um ano.
Como começar a investir no Tesouro Direto
O próprio Tesouro Nacional orienta que o processo para investir no Tesouro Direto pode ser feito digitalmente, em poucos minutos, por meio de bancos e corretoras habilitados.
1. Escolha uma instituição financeira habilitada
O investidor precisa ter conta em um banco ou corretora autorizada a operar o Tesouro Direto. A lista oficial está disponível no site do programa.
2. Faça o cadastro no Tesouro Direto
Após abrir a conta, a instituição financeira habilita o acesso ao Tesouro Direto. Em geral, o processo é integrado ao aplicativo ou plataforma da corretora.
3. Acesse a plataforma e escolha o título
No ambiente do Tesouro Direto, o investidor consegue visualizar os títulos disponíveis, taxas, vencimentos e simulações de rentabilidade.
O programa oferece diferentes opções de investimento, de acordo com o objetivo do investidor:
- Tesouro Selic: mais usado para reserva de emergência e metas de curto prazo, porque acompanha a taxa básica de juros;
- Tesouro Reserva: modalidade recém lançada voltada à formação de reserva financeira, com proposta de simplicidade e liquidez;
- Tesouro IPCA+: indicado para quem quer proteger o dinheiro da inflação no longo prazo;
- Tesouro Prefixado: permite saber exatamente qual será a taxa de retorno no momento da aplicação;
- Tesouro RendA+: criado para complementar renda futura, especialmente na aposentadoria;
- Tesouro Educa+: voltado ao planejamento financeiro para educação, como faculdade dos filhos.
4. Defina o valor da aplicação
O Tesouro permite aplicações a partir de frações dos títulos, com valores baixos. O investimento mínimo varia conforme o papel escolhido.
5. Confirme a compra
Depois de selecionar o título e o valor, basta confirmar a operação. O investimento passa a aparecer na carteira do investidor.
6. Acompanhe o investimento
O Tesouro Direto disponibiliza extrato, rentabilidade e informações atualizadas diariamente. Os títulos podem ser vendidos antes do vencimento, mas o preço pode oscilar conforme o mercado.
Segundo o Tesouro Nacional, os títulos mantidos até o vencimento pagam a rentabilidade contratada no momento da compra.