Seja Bem Vindo - 24/04/2026 07:24

  • Home
  • Política
  • Veja Quanto Custa Viver nas 10 Cidades Mais Desejadas Pelos Super-Ricos

Veja Quanto Custa Viver nas 10 Cidades Mais Desejadas Pelos Super-Ricos

Compradores super-ricos estão dispostos a pagar mais de US$ 1 milhão (R$ 5,5 milhões) por um apartamento de cerca de 93 metros quadrados na Via Veneto, em Roma, desembolsar mais de US$ 2 milhões (R$ 11 milhões) por casas de dois quartos em vilarejos de Mallorca, na Espanha, e continuar gastando pesado em residências no Upper East Side, em Nova York, segundo o mais recente relatório de riqueza da Knight Frank.

Principais pontos

O relatório anual destaca os 10 mercados imobiliários mais promissores para o próximo ano, incluindo dois nos Estados Unidos: o Upper East Side, em Manhattan, e o bairro de Pacific Palisades, em Hollywood.

Corretores no Upper East Side de Nova York, onde novos condomínios e edifícios pré-guerra podem custar mais de US$ 7.000 (R$ 38,5 mil) por metro quadrado, relataram os meses mais movimentados de sua história no início de 2026. Já Pacific Palisades onde o lendário diretor Steven Spielberg possui uma propriedade avaliada em US$ 97 milhões (R$ 533,5 milhões) — está em alta enquanto a região se reconstrói após os incêndios florestais devastadores do ano passado.

A Itália, com seu imposto de renda fixo sobre ganhos no exterior para atrair indivíduos de alta renda, vem se consolidando como destino europeu em alta entre os ricos. A famosa Via Veneto, em Roma, e o Lago de Como — onde apartamentos de três quartos podem custar até US$ 5 milhões (R$ 27.500.000) devem registrar crescimento, segundo a Knight Frank.

O interesse pelo sofisticado bairro de Chelsea, em Londres, cresce entre compradores locais e internacionais, especialmente americanos, mas a um custo elevado: apartamentos de dois quartos facilmente ultrapassam US$ 2 milhões (R$ 11 milhões), enquanto casas maiores para famílias variam entre US$ 7 milhões (R$ 38,5 milhões) e US$ 13 milhões (R$ 71,5 milhões).

Proprietários de segundas residências também estão de olho em Mallorca, ilha espanhola no Mediterrâneo, onde casas de dois quartos custam mais de US$ 2 milhões (R$ 11 milhões), e em St-Martin-de-Belleville, nos Alpes franceses, onde é possível adquirir um chalé de esqui com quatro quartos por cerca de US$ 1,8 milhão (R$ 9,9 milhões).

Compradores motivados por estilo de vida e famílias estão interessados no prestigiado subúrbio de Dalefield, próximo a Queenstown, na Nova Zelândia, onde US$ 3 milhões (R$ 16,5 milhões) compram uma casa moderna. Já Geelong, cidade portuária no estado de Victoria, na Austrália, atrai investidores com imóveis de US$ 2 milhões (R$ 11 milhões) próximos à baía.

A região residencial de Silberküste, na margem oeste do Lago de Zurique, na Suíça — onde apartamentos de dois quartos custam cerca de US$ 1,9 milhão (R$ 10,45 milhões) e vilas à beira d’água começam em US$ 25 milhões (R$ 137,5 milhões) está em alta entre executivos locais, empresários e compradores dos Estados Unidos, Reino Unido e norte da Europa que estão se mudando para o país.

Para onde mais os super-ricos estão se mudando

Outros mercados também passam por mudanças significativas em seu apelo de luxo, como Miami, Abu Dhabi, Mumbai e Brisbane, na Austrália. Nos Emirados Árabes Unidos, Dubai vive há anos um boom imobiliário de altíssimo padrão, mas Abu Dhabi surge como alternativa para quem busca as oportunidades econômicas do país em um ritmo mais tranquilo.

Na Índia, Mumbai registrou crescimento de 38% no PIB nos últimos cinco anos, acompanhado por um aumento nas vendas de imóveis novos acima de US$ 5 milhões (R$ 27,5 milhões). A Austrália viu crescer em 30% o número de residentes milionários na última década, enquanto Brisbane teve forte expansão em 2025, impulsionada pelos Jogos Olímpicos de 2032 e grandes investimentos em infraestrutura. Nos últimos 12 meses, apartamentos de alto padrão em Brisbane saltaram de US$ 7 milhões (R$ 38,5 milhões) para US$ 11 milhões (R$ 60,5 milhões), com imóveis premium ultrapassando US$ 3 mil (R$ 16,5 mil) por metro quadrado.

De onde os super-ricos estão saindo

Mudanças nas leis tributárias têm impulsionado a migração de residentes ricos. Nos Estados Unidos, a proposta de um imposto para bilionários na Califórnia levou nomes como Mark Zuckerberg, Larry Page, Peter Thiel, Ken Griffin e Sergey Brin a deixar o estado rumo a Miami, onde compraram imóveis entre US$ 18 milhões (R$ 99 milhões) e US$ 170 milhões (R$ 935 milhões).

No Reino Unido, o fim do status fiscal de “não domiciliado” que permitia a residentes estrangeiros pagar impostos apenas sobre rendimentos obtidos no país levou à saída de bilionários como John Fredriksen, Christian Angermayer e Nassef Sawiris, proprietário do clube Aston Villa.

Segundo a Henley & Partners, Reino Unido, China, Índia, Coreia do Sul, Rússia e Brasil estão entre os países que mais perdem residentes ricos, por fatores como tributação, instabilidade política, guerras e a busca por melhor qualidade de vida.

Em que mais os ricos estão investindo

Os ultra-ricos estão direcionando seu dinheiro extra para relógios de luxo e obras de arte altamente colecionáveis — principalmente de artistas impressionistas, modernos e do pós-guerra e reduzindo gastos com uísques raros, vinhos finos e arte contemporânea, segundo o relatório da Knight Frank.

O índice de investimentos de luxo da consultoria mostrou que o mercado de colecionáveis se estabilizou em 2025 após dois anos de perdas. A retomada nas vendas de arte foi impulsionada, em grande parte, pela venda de Portrait of Elisabeth Lederer, de Gustav Klimt, que era estimada em US$ 150 milhões (R$ 825 milhões) pela Sotheby’s, mas acabou sendo arrematada por impressionantes US$ 236,3 milhões (R$ 1,3 bilhão).

Enquanto investidores continuam apostando em obras de Vincent van Gogh, Claude Monet e Edvard Munch, houve retração nos gastos com uísques raros, vinhos finos e carros clássicos. O índice Historic Automobile Group International Top 50 registrou queda de 3,7% em 2025, enquanto a London International Vintners Exchange recuou 2,5% no ano passado acumulando baixa de mais de 24,7% desde 2022.

*Reportagem originalmente publicada em Forbes.com



Clique aqui para ver a Fonte do Texto

VEJA MAIS

Lula passa por dois procedimentos médicos em São Paulo nesta sexta

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será submetido a dois procedimentos médicos nesta sexta-feira…

Com Vini Jr. em campo, saiba onde assistir a Real Betis x Real Madrid

Real Betis e Real Madrid se enfrentam em jogo válido pela 32ª rodada do Campeonato…

Como a Weaponização do Dinheiro Está Reprecificando Ouro, Dólar e Bitcoin

Nem tudo se aproxima do fim à medida que o tempo passa. É verdade que,…