O banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, assinou um termo de confidencialidade, na noite desta quinta-feira (19/3), com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF).
A coluna apurou que o documento abre caminho para tratar sobre uma possível delação premiada.
Um dos termos discutidos no acordo envolvia a mudança no local de custódia do banqueiro — que foi realizada nesta quinta-feira.
Como o Metrópoles adiantou, na coluna Mirelle Pinheiro, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o dono do Master fosse transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal.
A defesa de Vorcaro sustentou que cogitava uma delação e ouviu dos investigadores que a colaboração seria bem-vinda, segundo interlocutores.
Transferência
Daniel Vorcaro embarcou em um helicóptero, na Penitenciária Federal de Brasília, por volta das 18h50 desta quinta-feira e chegou à Superintendência da PF às 19h05.
O Metrópoles registrou com exclusividade imagens da chegada do banqueiro Daniel Vorcaro à Superintendência da PF. Confira:

A mudança foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, a pedido da defesa, e já integra as tratativas em torno de um possível acordo de colaboração premiada
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Daniel Vorcaro é retirado do helicóptero na Superintendência da PF no Distrito Federal
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O banqueiro foi preso na Operação Compliance Zero, da PF
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

A transferência para a Superintendência da PF é vista como um movimento estratégico que poderá culminar na delação premiada
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Vorcaro está preso desde o início de março no âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de crimes financeiros no Banco Master, pagamentos indevidos a agentes públicos e a existência de uma estrutura paralela de monitoramento.
Segundo investigadores, esse grupo teria atuado como uma espécie de “milícia privada”, voltada ao acompanhamento de alvos de interesse da organização investigada.