A XP Asset acaba de lançar seu primeiro ETF (Exchange Traded Fund ), um fundo de índice negociado em bolsa de renda fixa integralmente prefixado. O PREX11 estreia com uma carteira de títulos públicos e passa a ocupar um espaço até então vazio na prateleira da gestora, que já oferecia produtos atrelados à inflação e ao pós-fixado. Esses fundos vêm crescendo desde 2025, quando atingiram o recorde de R$ 23,1 bilhões em captação líquida, o maior valor desde o início da série histórica, segundo a Anbima, que começou a fazer esse registro em 2004.
O fundo segue o índice IRF-M P2, da Anbima, composto por Letras do Tesouro Nacional e Notas do Tesouro Nacional tipo F, papéis com pagamento de cupons semestrais. A carteira tem prazo médio superior a dois anos.
O produto reúne títulos prefixados em um único veículo listado em bolsa. A aposta é capturar ganhos em um cenário de queda de juros, já que esses papéis tendem a se valorizar quando as taxas recuam.
O ETF tem tributação de 15% de Imposto de Renda, independentemente do prazo, e não segue a tabela regressiva tradicional da renda fixa. Também não há cobrança de IOF nem come-cotas. A taxa de administração é de 0,15% ao ano, e a cota inicial foi definida em R$ 50.
Outro ponto é o reinvestimento automático dos cupons pagos pelas NTN-Fs dentro do próprio fundo, sem incidência imediata de imposto, o que potencializa o efeito de juros compostos frente à compra direta dos títulos.
“É o nosso primeiro ETF 100% prefixado, e chama atenção por oferecer uma forma acessível e transparente de o investidor pessoa física se posicionar para um cenário de queda de juros”, afirma Leonardo Vasques, gestor de fundos indexados da XP Asset. Segundo ele, o produto também pode ser usado por investidores institucionais como alternativa ao mercado de derivativos.
Expansão da XP Asset no segmento é estratégica
Com o lançamento, a XP Asset chega a sete ETFs lançados em 2026. Em cinco meses, foram 14 novos produtos.A expansão ocorre em um momento de avanço da categoria no país. No início de abril, os ETFs atingiram 1% do patrimônio total da indústria de investimentos no Brasil, somando R$ 100 bilhões.
“A aceleração da indústria revela o anseio do investidor por um produto que oferece diversidade, transparência e eficiência e, ao mesmo tempo, possui eficiência tributária”, diz Danilo Gabriel, sócio responsável pela área de fundos indexados da XP.
A gestora tem ampliado a cobertura de classes de ativos com ETFs, incluindo renda fixa, ações locais e internacionais, commodities e cripto. Em abril, lançou o SLVR11, primeiro ETF de prata do mercado brasileiro, com exposição a contratos no exterior.