Seja Bem Vindo - 15/05/2026 15:15

  • Home
  • Política
  • Zanin abre hipótese de eleição única no RJ para sucessão de Castro

Zanin abre hipótese de eleição única no RJ para sucessão de Castro

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (8/4) para que o substituto de Cláudio Castro (PL) no governo do Rio de Janeiro seja escolhido em eleição direta pela população.

Relator de uma das ações sobre a sucessão de Castro, Zanin deixou em aberto pontos importantes para negociação entre os ministros da Corte. Ele não definiu, por exemplo, se o governador interino, desembargador Ricardo Couto, permanecerá no cargo até a posse do novo chefe do Executivo nem se a eleição deverá ocorrer de forma imediata.

O ministro também indicou que o STF pode avaliar a viabilidade de duas eleições em 2026: uma para escolher o governador-tampão e outra, em outubro, para eleger o mandatário que assumirá em 2027.

Cristiano Zanin afirmou que os ministros podem, ainda, decidir por apenas uma eleição. “Deixei aberta a possibilidade de fazermos uma única eleição se vier a prevalecer esse entendimento. Apenas deixa em aberto essa hipótese”, disse.

O ministro Alexandre de Moraes, que ainda não votou, mas sinalizou apoio à realização de eleições diretas, também debateu o tema durante o julgamento desta quarta.

Ele mencionou a possibilidade de uma eleição para o substituto de Castro em 21 de junho, uma das datas previstas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para eleições suplementares.

O formato da sucessão, no entanto, dependerá do entendimento final do plenário. Segundo Zanin, os pontos ainda indefinidos devem ser analisados à luz da decisão que vier a ser construída pelos ministros.

Em seu voto, Zanin afirmou que a renúncia de Castro teve como objetivo evitar uma cassação no TSE e abrir caminho para uma eleição indireta, restrita aos deputados estaduais.

Para o ministro, a saída do cargo não pode eliminar as consequências jurídicas já reconhecidas pela Justiça Eleitoral.

Castro deixou o governo em março, na véspera da retomada do julgamento no TSE que o tornou inelegível por abuso de poder político e econômico. Oficialmente, ele alegou que renunciou para disputar uma vaga no Senado.

Zanin, porém, avaliou que houve tentativa de contornar a legislação eleitoral para viabilizar a eleição indireta. Segundo ele, como a vacância decorre de motivo eleitoral e há mais de seis meses de mandato restante, deve ser aplicada a regra que prevê eleição direta.

O STF começou a analisar nesta quarta como será a eleição para o substituto de Cláudio Castro. A Corte julga  duas ações do PSD e discute se o “governador-tampão” será escolhido diretamente pelo povo ou pelos deputados estaduais.

Até o momento, há empate, com os votos de Fux e Zanin. O julgamento será retomado nesta quinta (9/4).

Castro renunciou ao cargo em março, gerando uma disputa judicial sobre o formato da sucessão. Desde 24 de março, o estado é administrado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto, devido à ausência de vice-governador e à presidência vaga da Assembleia Legislativa (Alerj).

Moraes diz temer precedente

Durante o voto de Zanin, o ministro Alexandre de Moraes defendeu que a renúncia de Castro pode ser entendida como “desvio de finalidade”.

Moraes afirmou aos colegas que o julgamento pode criar um “precedente” para que outros políticos tentem evitar a cassação e influenciar os rumos de suas sucessões com renúncias em meio a julgamentos na Justiça Eleitoral.

“Aqueles que estão para ser cassados vão começar a jogar com essa renúncia. Me preocupa o precedente”, afirmou.

Fux rejeita eleição única

Segundo a votar nesta quarta, o ministro Luiz Fux defendeu que o novo governador do Rio de Janeiro seja escolhido pelos deputados estaduais, em eleição indireta na Assembleia Legislativa.

Em um julgamento sobre o formato da sucessão de Castro, Fux rejeitou a realização de eleições diretas para o chamado governador-tampão.

Ele classificou como “inconcebível” a convocação de duas eleições em poucos meses no estado e destacou o alto custo de um novo pleito, estimado em cerca de R$ 100 milhões para a Justiça Eleitoral.

Fux também rejeitou a hipótese de realizar apenas uma eleição em outubro, com antecipação da posse do eleito e manutenção do atual governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto, até lá. Para ele, essa alternativa não tem respaldo constitucional nem legal.

“Não seria possível cogitar, por ausência de previsão constitucional e legal, o prolongamento da situação de dupla vacância até a posse dos eleitos nas eleições diretas até a posse em janeiro de 2027. Imagina esperar até a posse em janeiro de 2027?”, questionou.

“A realização de eleições diretas não seria uma consequência inexorável, haja vista a proximidade das eleições ordinárias que ocorrerão em outubro. Seria inconcebível que, em um espaço de menos de seis meses, a população fluminense fosse convocada para duas eleições com enorme custo financeiro para a Justiça Eleitoral, além da notória dificuldade operacional”, afirmou.



Clique aqui para ver a Fonte do Texto

VEJA MAIS

4 jogadores que terminaram às vésperas da Copa

O fim do relacionamento entre Vini Jr. e Virginia Fonseca levantou um debate nas redes…

o que significa o título do filme sobre Jair Bolsonaro

A cinebiografia de Jair Bolsonaro vem chamando atenção nas redes sociais em meio à polêmica…

8 Lições de Liderança de Carlo Ancelotti

O técnico da seleção brasileira Carlo Ancelotti renovou o contrato com a CBF (Confederação Brasileira…