Anulação de votos em Nilvinha pode abrir caminho para nova eleição em Ibititá?
Ex-prefeita teve candidatura cassada e votos anulados; Afonso foi eleito com menos de 50% dos votos válidos
Com a cassação do registro de candidatura da ex-prefeita Nilvinha Barreto e a consequente anulação dos 4.652 votos recebidos por ela nas eleições de 2024, surge um novo questionamento jurídico e político: a Justiça Eleitoral poderá convocar nova eleição em Ibititá?
Nilvinha, que ficou em segundo lugar com 33,60% dos votos, foi declarada inelegível por oito anos por abuso de poder político e econômico, conforme decisão proferida nesta terça-feira (08) pela Justiça Eleitoral. Todos os votos destinados a ela serão invalidados, o que muda diretamente o quadro da eleição.
O atual prefeito eleito, Dr. Afonso Mendonça (MDB), venceu com 42,65% dos votos, somando 5.905 votos — ou seja, menos da metade do total. O terceiro colocado, Celson Marques (PSD), obteve 23,75% (3.289 votos).
Com a anulação dos votos de Nilvinha, Dr. Afonso passa a ter sido eleito com a maioria dos votos válidos remanescentes, o que pode garantir a manutenção do resultado. No entanto, juristas apontam que, dependendo do entendimento da Justiça Eleitoral, o caso pode se enquadrar na regra que prevê nova eleição em caso de nulidade de mais de 50% dos votos válidos — como determina o artigo 224 do Código Eleitoral.
Até o momento, a Justiça Eleitoral ainda não se manifestou sobre a possibilidade de novo pleito em Ibititá. Enquanto isso, cresce a expectativa entre os eleitores e lideranças políticas da cidade.