O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta sexta-feira (17/4), que se reuniu por duas ou três vezes com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, durante as reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), nos Estados Unidos.
De acordo com ele, as conversas tiveram como temas a cooperação internacional entre os países, que selaram um acordo de combate contra o crime organizado na última semana, além de stablecoins, moedas digitais lastreadas em moedas existentes, e Inteligência Artificial (IA).
Durigan destacou que não houve discussões sobre a Seção 301, da Lei Comercial dos Estados Unidos de 1974 — o texto possibilita investigações caso os direitos dos EUA sob qualquer acordo forem negados e se uma prática de um governo estrangeiro violar ou prejudicar de forma irregular o comércio dos norte-americanos.
O ministro lembrou que o tema tem sido tratado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE).
“Nas conversas que eu tive com o Bessent, a gente não entrou nos temas da 301. O Itamaraty tem tratado desse tema, das respostas à 301, dentro da trilha correta, com o USTR e com o Departamento de Estado”, explicou.
Ele acrescentou que não existiu nenhuma menção sobre a possibilidade de facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), serem tratadas como organizações terroristas pelos EUA.
“Primeiro, que não se tratam de organizações terroristas, são organizações perigosas, criminosas, que têm de ser enfrentadas com o rigor da lei. […] Parte importante do armamento que chega ao Brasil vem dos Estados Unidos. Então, se a gente conseguir coibir essa entrada de armamento no país, ajuda a diminuir o nível de letalidade e violência dessas organizações no Brasil”, ponderou.