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Chef no Louvre, Alessandra Montagne Assina Seu 1º Restaurante no Brasil

Há quase três décadas na França e a poucas semanas de inaugurar um restaurante no Museu do Louvre, a chef brasileira Alessandra Montagne tem planos inéditos no seu país natal em 2026. A mineira radicada em Paris assumirá o comando do restaurante do novo Nanö Beach Hotel, no litoral norte da Bahia, com abertura prevista para novembro. Essa será a primeira vez que a chef assina um cardápio no Brasil e lidera a cozinha de um hotel.

Eleita uma das mulheres mais poderosas da Forbes em 2024, Alessandra nasceu no Vidigal e cresceu em Minas Gerais. Mudou-se para a capital francesa aos 22 anos, com a certeza de que não voltaria a morar em terras brasileiras e, desde então, construiu uma carreira sólida com dois restaurantes prestigiados por lá: o Nosso e o Tempero. O terceiro, no museu mais famoso do mundo, abre as portas em maio.

Foram 14 anos sem pisar no Brasil, até 2022. Desde que seu nome ganhou os holofotes internacionais, a chef cozinhou raríssimas vezes em solo nacional, limitando-se a poucos eventos e jantares especiais, sem nunca firmar laços profissionais definitivos por aqui. Até agora. “Não era uma questão de oportunidade, mas de sentido. Eu precisava que esse primeiro projeto carregasse uma dimensão emocional e simbólica forte, e o timing veio de forma muito intuitiva. Hoje, estou em um momento da vida em que posso escolher projetos que têm alma. O Brasil mudou, eu também mudei, e esse encontro acontece agora com muita clareza”, conta à Forbes.

A iniciativa acontece a convite do empresário belga Antoine Painblanc, que investiu R$ 120 milhões para construir o Nanö, à beira-mar em Subaúma, no município de Entre Rios. “Percebemos que ninguém melhor do que uma brasileira que conquistou o mundo para reinterpretar nossas raízes”, diz ele. “É um marco sermos o primeiro hotel a receber a assinatura dela no Brasil, unindo a precisão francesa ao calor e aos sabores autênticos da Bahia”.

É essa mistura de França e Brasil que Alessandra promete apresentar no restaurante do Nanö. “Quero um diálogo entre os dois países”, afirma, já animada para incorporar o dendê em sua cozinha. Encantada pela riqueza da culinária baiana, ela mira um cardápio que respeite essa identidade, sem caricaturas – “um peixe com uma cocção muito precisa, mas com um molho que lembra a cozinha de casa, com dendê tratado com delicadeza, com acidez, com leveza”, exemplifica.

Embora ainda esteja afinando os detalhes do menu, uma certeza: vai levar sua especialização em naturopatia seja para onde for. Ela incorpora plantas e ervas medicinais em suas criações, não para uma cozinha “saudável” no sentido clássico, mas “pratos que respeitam o corpo” – isso é, com equilíbrio de ingredientes, digestibilidade e qualidade de produtos e formas de cocção.

Com a meta de se tornar um restaurante-destino na região, aberto também para não hóspedes, o spoiler antes de novembro é “uma cozinha que emociona sem pesar, que honra o território, mas com uma leitura contemporânea”.

O projeto coroa um ano de consolidações e marcos importantes na vida de Alessandra – a começar com o restaurante dentro do Museu do Louvre no mês que vem, a convite do chef multi-estrelado Alain Ducasse. “Isso representa não apenas um reconhecimento do meu percurso, mas também uma enorme responsabilidade”, conta. A lógica, diz ela, não é uma expansão rápida. Ela quer “construir algo duradouro, com uma assinatura que atravesse fronteiras sem perder sua verdade”.

Isso vale para futuros projetos brasileiros: “Se fizer sentido, se houver encontros certos, outros projetos podem nascer no Brasil. Mas sempre com essa exigência de coerência. Eu prefiro crescer menos, mas com profundidade”.



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