O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (19) que forças americanas interceptaram e apreenderam um navio cargueiro iraniano no Golfo de Omã.
De acordo com o republicano, a embarcação — identificada como TOUSKA — tentou ultrapassar o bloqueio naval imposto por Washington. O navio teria sido interceptado pelo destróier USS Spruance, que ordenou a parada.
Segundo Trump, a tripulação não obedeceu à ordem. “A tripulação iraniana se recusou a obedecer, então nosso navio os deteve imediatamente”, escreveu em publicação nas redes sociais.
Ainda de acordo com o presidente, forças americanas dispararam contra a casa de máquinas do cargueiro, que foi colocado sob custódia de fuzileiros navais.
Escalada de tensão
O episódio ocorre em meio ao agravamento da crise entre Estados Unidos e Irã, com foco na região do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de energia.
Washington acusa Teerã de violar o cessar-fogo ao restringir o tráfego marítimo e atuar militarmente na área. No sábado (18), embarcações iranianas dispararam contra petroleiros que transitavam pela região, segundo os EUA.
Impasse nas negociações
A tensão também se reflete no campo diplomático. O Irã rejeitou participar de uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos, prevista para ocorrer no Paquistão.
Segundo o governo iraniano, Washington tem feito “exigências excessivas” e adotado um discurso contraditório, além de descumprir termos da trégua.
Apesar do endurecimento recente, Trump havia afirmado dias antes que um acordo estaria próximo. Já o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, indicou avanços, mas destacou divergências, especialmente sobre o programa nuclear e o controle de rotas estratégicas.
O cessar-fogo entre os dois países, iniciado em 7 de abril, tem término previsto para quarta-feira (22), em meio a um cenário de crescente instabilidade.