Seja Bem Vindo - 01/05/2026 07:08

Fitzgerald, o Queridinho do Momento

Se os balcões de São Paulo servem como o principal termômetro para o gosto nacional, a mensagem atual é clara: o Fitzgerald é o drink do momento.

Segundo a mais recente pesquisa Cocktail Trends Report (CTR) 2025 – um estudo do TragoDados que mapeia as tendências no principal mercado do país -, a bebida é hoje o coquetel mais vendido nos bares premiados da capital paulista.

Servido em copo baixo, com um tom levemente rosado e um frescor cítrico, ele é, essencialmente, um Gin Sour (gin, limão e açúcar) sem a clara de ovo. A mágica acontece com a injeção aromática trazida pelo bitter Angostura, que foi capaz de desbancar a febre do Gin Tônica e do Negroni.

O coquetel é obra de Dale DeGroff, conhecido como “King Cocktail”, creditado por resgatar receitas esquecidas e devolver a profissão de bartender aos holofotes mundiais. A invenção aconteceu na década de 1990 no lendário Rainbow Room, em Nova York, em que um cliente, entediado com seu Gin Tônica de sempre, pediu a DeGroff uma bebida nova e refrescante para o verão. O bartender improvisou a mistura na hora e a batizou provisoriamente de “Gin Thing”, conta ele em seu livro The Craft of the Cocktail, de 2002.

O nome, no entanto, destoava da elegância da carta do local. Foi um próprio frequentador do bar quem sugeriu dar à bebida um título literário, pegando carona no sucesso que o drinque Hemingway fazia na época. A escolha foi cirúrgica: F. Scott Fitzgerald. Considerado um dos maiores escritores americanos do século 20 e autor de obras absolutas como O Grande Gatsby (1925) e O Curioso Caso de Benjamin Button, Fitzgerald era um notório apreciador de gin.

A receita, então, ganhou o mundo e virou um dos clássicos modernos da coquetelaria.

Para ensinar você a reproduzir esse fenômeno de vendas na sua casa, fomos buscar a versão executada por uma das profissionais mais respeitadas do setor: Michelly (Mia) Rossi, diretora criativa de coquetelaria do grupo Bottega Bernacca. Por lá, o Fitzgerald faz sucesso e sai a rodo dos balcões.

A Receita do Fitzgerald de Mia Rossi

Ingredientes:

  • 50 ml de London Dry Gin
  • 25 ml de suco de limão siciliano fresco
  • 15 ml de xarope de açúcar simples (proporção 2:1)
  • 3 dashes de bitter Angostura

Modo de preparo:

Em uma coqueteleira com bastante gelo, adicione todos os ingredientes e bata vigorosamente para resfriar e diluir na medida certa. Coe a mistura para um copo baixo com gelo novo (de preferência, um cubo grande e maciço). Finalize extraindo os óleos essenciais de uma casca de limão siciliano sobre o copo, usando-a também como guarnição.

Como elevar o seu Fitzgerald em casa

O perigo das receitas de poucos ingredientes é que não há onde esconder os erros. Para que o seu coquetel tenha padrão de bar premiado, o segredo mora no equilíbrio milimétrico entre o cítrico, o doce e o amargo.

  • A regra da cor: Ao contrário do que muitos se acostumaram a ver em bares menos cuidadosos, o Fitzgerald não é um coquetel vermelho. Segundo os puristas, ele deve ter um tom de rosa bem claro. O uso do bitter Angostura serve como um tempero, uma “pitada de sal” para trazer notas de especiarias. Se você colocar demais a ponto de avermelhar a bebida, a Angostura vai “apagar” os aromas botânicos do gin e do limão. Três lances curtos são suficientes.
  • O frescor: A regra absoluta de Mia Rossi e de qualquer balcão de respeito é: use sempre limão siciliano fresco, espremido na hora. Sucos engarrafados ou oxidados destroem o frescor vibrante que é a marca registrada do drinque.
  • O poder do xarope 2:1: A receita pede um xarope simples na proporção 2:1 (duas partes de açúcar para uma de água). Essa concentração garante que você adoce o coquetel sem aguá-lo demais.
  • O toque final com óleos essenciais: A casca do limão siciliano no final não é apenas um enfeite visual. A mágica aromática do Fitzgerald acontece quando você torce a casca (zest) sobre a superfície do líquido, borrifando os óleos essenciais que ficam invisíveis a olho nu, mas que dominam o olfato no momento do primeiro gole.



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