Em meio a um clima de tensão, um grupo de pessoas encapuzadas tentou ocupar o prédio administrativo da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), no campus da Universidade de São Paulo (USP), na zona leste de São Paulo, na noite desta terça-feira (14/4). A situação foi controlada após diálogo com a Polícia Militar (PM) e a segurança universitária, e o grupo deixou o local de forma pacífica.
Veja vídeo:
Imagens obtidas pelo Metrópoles mostram a movimentação dentro do prédio durante a ação. Nos vídeos, mais de 10 pessoas aparecem com o rosto coberto, enquanto outras, que estavam em uma sala com paredes de vidro, discutem com o grupo e tentam entender o que estava acontecendo. Também é possível ver uma espécie de barreira sendo formada entre os encapuzados e quem permaneceu do outro lado da sala, que ficou isolado.
Segundo apurou o Metrópoles, ainda no fim da tarde, o grupo entrou no prédio da administração portando objetos como paus e pediu que o local fosse desocupado, afirmando que o espaço seria ocupado. O momento inicial gerou tensão, mas as pessoas que estavam no prédio permaneceram ali.

Grupo de encapuzados tentou ocupar prédio administrativo da EACH-USP. Após diálogo com a Polícia Militar, deixaram o local de forma pacífica
Reprodução / Redes Sociais

Grupo de encapuzados tentou ocupar prédio administrativo da EACH-USP. Após diálogo com a Polícia Militar, deixaram o local de forma pacífica
Reprodução / Redes Sociais

Grupo de encapuzados tentou ocupar prédio administrativo da EACH-USP. Após diálogo com a Polícia Militar, deixaram o local de forma pacífica
Reprodução / Redes Sociais

Grupo de encapuzados tentou ocupar prédio administrativo da EACH-USP. Após diálogo com a Polícia Militar, deixaram o local de forma pacífica
Reprodução / Redes Sociais

Grupo de encapuzados tentou ocupar prédio administrativo da EACH-USP. Após diálogo com a Polícia Militar, deixaram o local de forma pacífica
Reprodução / Redes Sociais
Em outro momento do vídeo, o clima já parece mais calmo, com o grupo encapuzado conversando com policiais militares e integrantes da segurança universitária. As autoridades tentam estabelecer diálogo e explicaramm que não é permitido invadir o espaço nem causar danos ao patrimônio público. Também alertam que, em caso de resistência, seria necessária uma intervenção. A conversa ocorre de forma tranquila, e o grupo demonstra disposição para recuar.
Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação sobre a identidade dos envolvidos. O Metrópoles procurou a Universidade de São Paulo e a Secretaria da Segurança Pública (SSP), mas não obteve resposta. O espaço segue aberto.
Paralisão dos estudantes
A mobilização ocorre em meio a uma greve na Universidade de São Paulo (USP), iniciada nesta terça-feira (14/4), que reuniu cerca de 13 mil funcionários técnico-administrativos em paralisação por tempo indeterminado. O movimento foi aprovado em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) e tem como principais reivindicações melhores condições de trabalho, reajuste salarial e igualdade de benefícios em relação aos docentes.


Paralisação foi votada em assembleia e marcada para a tarde desta terça (31/3)
Cedido ao Metrópoles/Giovanna Accioli

Protesto acontece em frente ao novo prédio da Reitoria da USP, no campus do Butantã
Cedido ao Metrópoles/Giovanna Accioli

Próxima assembleia acontece no dia 9 de abril, para votação de uma possível greve de servidores
Cedido ao Metrópoles/Giovanna Accioli

Servidores técnicos e admnistrativos protestam por melhores benefícios e aumento de salários
Cedido ao Metrópoles/Giovanna Accioli
Estudantes de diferentes campi da capital e do interior também aderiram à paralisação em apoio aos funcionários. Entre as pautas, estão melhorias nas condições de permanência estudantil, como alimentação, auxílios e estrutura, além de críticas a mudanças administrativas dentro da universidade.
Comida com larva
No início de abril, estudantes da Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, denunciaram uma série de problemas em relação ao Restaurante Universitário do campus.
O Metrópoles teve acesso a alguns dos relatos enviados ao Centro Acadêmico XI de Agosto, dos alunos de direito, que confirmavam a presença de larvas e insetos na comida, o desabastecimento de carne durante a oferta do serviço e as longas filas de espera para comer.
No “bandeijão”, como são conhecidos os restaurantes, o serviço é de responsabilidade de uma empresa terceirizada e as comidas são entregues já prontas, já que não há espaço suficiente na cozinha para produção. No campus do Butantã, os restaurantes também são privatizados e somente o Restaurante Central ainda opera em regime parcial.
Em texto publicado no Jornal da USP, a Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP) informou que as ocorrências relatadas nos restaurantes “são tratadas tecnicamente pelas nutricionistas da PRIP e, administrativamente, pelas áreas que gerem esses contratos, que têm notificado e advertido as respectivas empresas”.
Inspeções da Vigilância Sanitária realizadas nos restaurantes da Faculdade de Direito (FD) e da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) no dia 10 de abril, segundo a PRIP, não encontraram nenhuma irregularidade.