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Novo Acordo entre Embrapa e FAO Amplia Pesquisa em Sistemas Agroalimentares

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) assinaram nesta semana um Memorando de Entendimento para ampliar a cooperação internacional em pesquisa, inovação e políticas públicas relacionadas a sistemas agroalimentares sustentáveis. A assinatura ocorreu durante a 39ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe (LARC39), realizada em Brasília.

O documento foi formalizado na quinta-feira (5) pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, e pelo economista-chefe da FAO, Máximo Torero, responsável pela condução técnica das negociações do acordo. O diretor-geral da FAO, QU Dongyu, participou da cerimônia.

O memorando estabelece um quadro institucional de cooperação entre as duas entidades para ampliar a geração e a circulação de conhecimento científico, além de apoiar a formulação de políticas públicas e iniciativas internacionais voltadas à agricultura e à segurança alimentar.

Embrapa_DivulgMáximo Torero e Silvia Massruhá na assinatura do acordo

“Ao longo da história, nossas instituições têm mantido uma parceria sólida e produtiva. Esta colaboração estendeu-se por múltiplos campos do conhecimento, desde recursos genéticos, agrobiodiversidade e florestas até mudanças climáticas, desenvolvimento rural, pesca, aquicultura, bioeconomia e cooperação Sul-Sul”, afirmou Silvia Massruhá.

A dirigente acrescentou que o novo acordo amplia o alcance dessa cooperação institucional. “A assinatura deste novo acordo representa um passo adiante. Ele funciona como um acordo guarda-chuva para fortalecer nossa relação com diferentes divisões da FAO. Esse modelo cria uma base consistente para parcerias atuais e futuras e permite que a cooperação evolua diante de desafios globais emergentes”, disse.

Para o diretor-geral da FAO, QU Dongyu, a Embrapa ocupa posição de destaque na produção de conhecimento científico aplicado à agricultura. Segundo ele, a instituição também participa de iniciativas internacionais voltadas à formulação de políticas públicas relacionadas à segurança alimentar.

“A Embrapa não é só do Brasil, ela pertence ao mundo”, afirmou QU Dongyu.

Entre os eixos previstos no memorando estão ações de apoio à adoção de práticas agrícolas sustentáveis e resilientes, iniciativas de fortalecimento de bases de dados dos sistemas agroalimentares e colaboração no desenvolvimento de tecnologias baseadas em pesquisa científica.

A cooperação também inclui a realização de estudos prospectivos e análises voltadas à formulação de políticas públicas para sistemas alimentares mais resilientes e diversificados. O intercâmbio de conhecimento técnico entre países e o fortalecimento de capacidades institucionais fazem parte das ações previstas no acordo.

Outro ponto do memorando envolve a ampliação de iniciativas de cooperação Sul-Sul e triangular, com a disseminação de soluções tecnológicas e o apoio a países em desenvolvimento na transformação de seus sistemas alimentares.

As duas instituições também planejam atuar em projetos de ciência climática aplicada à agricultura. A proposta é produzir análises e cenários que orientem decisões públicas e privadas, além de apoiar o planejamento e os investimentos necessários para enfrentar desafios futuros do setor agroalimentar.

O memorando terá vigência inicial de cinco anos. Durante esse período, poderão ser desenvolvidas iniciativas conjuntas como pesquisas, publicações técnicas, redes de conhecimento, oficinas, seminários e programas de cooperação técnica voltados à inovação e à sustentabilidade na produção de alimentos.

A colaboração entre Embrapa e FAO tem como objetivo contribuir para soluções científicas e institucionais relacionadas a desafios globais como mudanças climáticas, segurança alimentar, desenvolvimento rural e sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Criada em 1945, a FAO é uma agência especializada das Nações Unidas responsável por apoiar os países membros na implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Entre suas prioridades estão a erradicação da fome, a promoção da agricultura sustentável e o fortalecimento de sistemas agroalimentares mais eficientes e inclusivos.

O novo memorando amplia uma cooperação que já inclui projetos voltados à geração de conhecimento, capacitação técnica e desenvolvimento de soluções para a agricultura e a produção de alimentos em diferentes regiões do mundo.



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