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O Que a Moda Brasileira Tem? Alix Morabito, Buyer da Galeries Lafayette, Responde

Não é incomum, no Rio de Janeiro, ouvir sotaques de lugares distintos do mundo. Na última semana, a voz da francesa Alix Morabito também ecoou por cartões-postais da cidade, como a Marquês de Sapucaí. Mas não foi a passeio que a executiva aterrissou no Brasil: além de participar de um painel nas Business Sessions da Rio Fashion Week, a Diretora de Oferta e Compras da Galeries Lafayette acompanhou os desfiles de moda que se espalharam por locais emblemáticos da capital fluminense entre os dias 14 a 18 de abril – na passarela do samba, por exemplo, ela só ouviu a bateria da Beija-Flor de Nilópolis tocar por ocasião do desfile da Misci.

Parte do comitê executivo, reportando diretamente ao CEO da mais antiga loja de departamentos da Europa, Alix é uma das principais buyers do magasin francês: a profissional responsável por escolher quais marcas entram, quais produtos ganham espaço e, em última instância, o que chega às mãos (e ao desejo) de uma enorme base de consumidores. Somente na flagship store fincada no Boulevard Haussmann, em Paris, a Galeries Lafayette recebe mais de 35 milhões de visitantes por ano – número que representa uma vitrine e tanto para qualquer estilista e marca de moda participante da nova semana de moda carioca.

Para Alix, nossa produção de moda nacional tem apelo global. “A semana de moda foi revigorante. Senti muita espontaneidade, com inúmeros pontos de vista criativos. Nos desfiles, havia uma mistura muito interessante entre o espírito descontraído e feminino carioca que eu imaginava e uma atitude urbana mais sofisticada”, conta.

Essa mistura, segundo ela, dialoga diretamente com o conjunto de características que faz uma marca relevante hoje, em nível internacional: a consistência dos produtos, da imagem e do conceito de varejo, além de uma certa singularidade narrativa que oferece um ponto de vista único e claro ao cliente. “Sinceridade e emoção também são importantes. Alguns dos novos estilistas e marcas brasileiras estão realmente inseridos nessa abordagem global”, observa.

Atualmente, o portfólio da Galeries Lafayette inclui big players brasileiros como Farm, Havaianas e Melissa, além de iniciativas pontuais com lojas pop-ups de grifes de menor porte, caso da Haight. Ainda que as escolhas estratégicas de Alix para o inverno 2026 já estejam definidas, a viagem ao Rio parece ter aberto novos caminhos para as estações que vêm aí. “Ao longo do próximo ano e na próxima temporada queremos acompanhar marcas como Misci, Aluf, Handred e Wai Wai Rio”, revela.

“Passei dias maravilhosos, conheci pessoas incríveis, senti muita paixão e posso dizer que genuinamente amei algumas coleções”, finaliza. Para uma profissional encarregada de decidir o que entra (ou não) em um dos endereços de moda mais movimentados do mundo, pouca coisa não é.

[escolhar-editor]



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