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“Quero Deixar um Trabalho Bem Feito, da Maneira Correta e Não da Mais Fácil”, Afirma  Rachel Tsung, CEO do Grupo T-Line

O Grupo T-Line nasceu longe do setor automotivo. A história da companhia começou há quase oito décadas com a família Tsung, nas indústrias têxteis da China e de Taiwan, até chegar ao Brasil em 1993 e se consolidar como um dos principais grupos de concessionárias do país.

Hoje, com 13 lojas espalhadas por diferentes regiões de São Paulo, faturamento projetado acima de R$ 1,2 bilhão em 2026 e um investimento de R$ 13 milhões na maior concessionária Toyota da América Latina, a empresa vive um ciclo de expansão. Os planos incluem dobrar o número de lojas até 2028. 

À frente desse crescimento está Rachel Tsung, natural de São Paulo, representante da terceira geração da família nos negócios brasileiros. Filha de pai chinês e mãe japonesa, ela cresceu dentro das concessionárias, acompanhando a rotina do pai, que trabalhava todos os dias da semana.

Apesar disso, a executiva afirma que nunca houve pressão direta para que assumisse a empresa. “Como parte da minha família tem origem chinesa, existia muito essa visão de que os homens deveriam assumir os negócios. Mas, no fim, aconteceu naturalmente”, diz Tsung.

Antes de retornar ao grupo, Rachel construiu carreira fora da empresa familiar, atuando na área de auditoria, com passagem pela PwC. Ela explica que a experiência foi importante para amadurecer a visão de negócios e estruturar governança, processos e gestão financeira.

Quando voltou à T-Line, em 2009, passou por diferentes áreas da operação até assumir a liderança do grupo. “Não adianta a gente fazer um bom financeiro se a parte comercial não estiver alinhada”, afirma a executiva ao defender uma gestão integrada entre todos os departamentos.

Segundo Rachel, processos estruturados são fundamentais para atravessar momentos de instabilidade, mas, para ela, o principal ativo do negócio continua sendo o ser humano. “Tudo vem de pessoas. As pessoas, no fim, são quem fazem acontecer”, diz.

Rachel destaca que prioriza a construção de uma empresa sólida, sem atalhos. “O que eu quero deixar é um trabalho bem feito. Mas da maneira correta e não da maneira mais fácil”, aponta. “Tudo isso faz com que a gente consiga crescer com consistência, precisamos de uma base sólida para poder evoluir”, diz a CEO.

Da Tecelagem às Concessionárias

A entrada da família no setor automotivo aconteceu a partir de uma relação histórica com a Toyota. Antes de fabricar carros, a companhia japonesa fornecia maquinário para a indústria têxtil da família na Ásia.

Após deixarem a China durante a revolução de Mao Tsé-Tung e reconstruírem os negócios em Taiwan, os familiares emigraram para o Brasil, onde retomaram a operação têxtil. 

Nos anos 1990, o pai de Rachel decidiu vender a fábrica e apostar no setor automotivo, aproveitando a relação construída ao longo dos anos com os japoneses. Assim nasceu a T-Line, uma das primeiras concessionárias Toyota do país.

“Antes da Toyota ser uma montadora, ela era fabricante de produtos para a indústria têxtil. E, como a nossa família veio da indústria têxtil, temos uma relação forte com a Toyota  como fornecedora de máquinas para a produção”, Thiago Tsung, Diretor de Marketing do Grupo T-Line, primo de Rachel.

Atualmente, o grupo reúne operações de diferentes montadoras. Além da loja Toyota, a empresa possui sete concessionárias da BYD, duas da Jeep, duas da Ram, uma da Kia e prepara a entrada da marca elétrica Leapmotor no portfólio.

O grupo também inaugurou uma oficina multimarcas, estratégia que Rachel define como um “porto seguro” de serviços para os clientes.

Expansão Acelerada

Para sustentar o crescimento, os investimentos acompanham o ritmo acelerado das operações. Na capital paulista, os aportes em novas lojas e na oficina giram em torno de R$ 10 milhões. Já no interior, as necessidades de realocação de espaços, reformas e compra de equipamentos elevam os investimentos para R$ 25 milhões.

A Toyota permanece concentrada na zona sul de São Paulo. Já a expansão da BYD está concentrada em Ribeirão Preto e cidades vizinhas, enquanto as marcas da Stellantis fortalecem a presença da companhia no Vale do Paraíba.

Segundo Rachel, a chegada das montadoras chinesas trouxe uma dinâmica diferente ao setor. “Estão sendo bem rápidos, colocam bastante responsabilidade para a gente ajudar também a marca a crescer e se consolidar”, afirma.

Apesar do avanço dos veículos elétricos no país, ela avalia que os híbridos ainda apresentam crescimento mais consistente no mercado, principalmente pela preocupação dos consumidores com infraestrutura de recarga em viagens longas.

“Acho que a questão da infraestrutura no Brasil ainda pesa muito. Existe uma preocupação sobre o quanto se pode confiar na rede de carregamento. Algumas montadoras passaram a migrar para os modelos híbridos”, explica Rachel.

Entre os desafios, a executiva aponta o aumento do número de modelos disponíveis no mercado, a dificuldade de encontrar mão de obra qualificada e a concorrência crescente de empresas de locação de veículos. “Por isso, é essencial ter tudo bem estruturado para atravessar diferentes momentos e lidar com eventuais dificuldades que possam surgir”, diz a executiva.

Para os próximos anos, Rachel diz que a prioridade é manter o padrão de qualidade e o crescimento sustentável da companhia, sem perder a essência familiar do negócio.

A CEO também revelou o desejo de abrir mais lojas e ver as filhas participando da operação no futuro. “Tenho o sonho de ver minhas filhas vindo para o negócio, de continuar sendo uma gestão familiar, mas com bastante profissionalismo”, diz.



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