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Saiba como era o batalhão fake com “recrutas” e “cemitério de cachorro”

Conforme apurou a coluna, o suposto “batalhão” criado pelo suspeito Luiz Fernando Dutra funcionava em um prédio improvisado, com estrutura simples e adaptada para simular um ambiente militar. O local abrigava salas de treinamento, entrevistas e até um espaço onde o próprio suspeito morava.

Segundo a vítima Tatiane Martins, de 32 anos, o espaço ficava em um imóvel com dois andares. Na parte inferior, funcionava uma garagem, enquanto o andar de cima concentrava as atividades do falso batalhão. “Tinha um salão de festas e algumas salas. Uma era a sala do comandante, outra de treinamento e outra onde faziam entrevistas com os novatos”, disse.

Segundo ela, o próprio Dutra vivia no local, em um quarto improvisado dentro da sala que utilizava como “comando”. “Ele tinha uma cama, uma estante e uma televisão. Morava ali mesmo. Na época, nós nem questionávamos”, contou.

Além das irregularidades envolvendo os trabalhadores, o local também é alvo de denúncias de maus-tratos a animais. Segundo Tatiane, o suspeito mantinha cães em condições precárias dentro da propriedade. “Ele dizia que gostava de cachorro, mas matou vários ali dentro. Foi uma situação muito triste”, afirmou. O local também teria sido usado como uma espécie de cemitério para os cachorros que ele maltratava. 

“Ele prendeu a mãe dos filhotes de cachorro que ficavam no lote. Um dia ele saiu e deixou a cachorra sozinha, foi quando ela no desespero pulou lá de cima e morreu. Ele então a pegou e enterrou a cachorra do outro lado do lote. E os cachorrinhos foram morrendo de fome, porque eles ainda mamavam. Então ele foi enterrando um por um no quintal da residência”, disse Tatiane.

Rotina militar

No espaço, os recrutados eram submetidos a uma rotina inspirada na hierarquia militar. Havia escalas de plantão, com grupos que precisavam permanecer no local durante o dia e a noite, além de treinamentos obrigatórios. “A gente tinha que chegar e bater continência para entrar. Era uma regra diária”, disse Tatiane.

Os treinamentos, segundo as vítimas, eram pagos pelos próprios participantes, sob a promessa de reembolso que nunca se concretizou. Além disso, os trabalhadores também arcavam com custos de alimentação, organizando “vaquinhas” para comprar comida. “Às vezes ele comprava alguma coisa, mas era raro. A maior parte era tudo por conta da gente.”

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Suspeito foi identificado como Luiz Fernando Dutra

Farda teria custado às vítimas cerca de R$ 800
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Farda teria custado às vítimas cerca de R$ 800

Material cedido ao Metrópoles

Suspeito foi identificado como Luiz Fernando Dutra
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Suspeito foi identificado como Luiz Fernando Dutra

Apesar de ter sido contratada para atuar na área de enfermagem com o salário estimado em R$ 3 mil, Tatiane afirma que exercia diferentes funções dentro do suposto batalhão, conforme a necessidade imposta pelo suspeito. “Ele pedia para a gente fazer de tudo. Às vezes eu atuava como bombeira civil, mesmo sem formação”, relatou.

Entre as promessas feitas estavam benefícios como plano de saúde e auxílios financeiros como o cartão do Will Bank, que nunca foram entregues. “Ele falou que teria Unimed, a gente até assinou alguns papéis, mas nunca existiu. Prometeu também um cartão com crédito de R$ 250, que nunca veio”, disse.

As informações sobre o funcionamento do falso batalhão surgiram após a prisão de Luiz Fernando Dutra, em Sabará (MG), quando ele tentava aplicar um novo golpe envolvendo uma escola pública. Com a repercussão do caso, outras vítimas passaram a relatar experiências semelhantes.

A coluna tentou contato com a Polícia Civil do estado, mas não obteve retorno até a última atualização.



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