A prefeitura de São Paulo decidiu fazer alterações nos esquemas de segurança para os blocos que vão às ruas nos dias de carnaval, a partir de sábado 13. As alterações acontecem depois de registros de tumulto em blocos que desfilaram no último fim de semana, no pré-carnaval.
A prefeitura decidiu colocar agentes públicos dentro dos trios elétricos dos chamados megablocos para “evitar eventuais transtornos com a dinâmica do Carnaval de rua”, segundo nota oficial.
Na região do Parque Ibirapuera, onde fica um dos circuitos, serão abertas duas novas áreas de saída: uma no estacionamento do prédio da Assembleia Legislativa e outra na rua Abílio Soares. Além disso, os postos de saúde da área interna do circuito serão reposicionados.
No sábado 7, Ivete Sangalo chegou a interromper a apresentação de seu bloco no Ibirapuera por cerca de 40 minutos, devido ao tumulto. A cantora, do alto do trio elétrico, tentou conduzir a multidão para evitar acidentes e permitir a passagem do cortejo.
As apresentações em outro circuito, na rua da Consolação, região central da cidade, também ficaram marcadas por tumulto e empurra-empurra, especialmente no domingo 8, quando desfilaram os blocos do DJ Calvin Harris e o Acadêmicos do Baixo Augusta, um dos mais tradicionais da cidade.
Programados para desfilar em horários distintos, os blocos acabaram se encontrando devido a atrasos na apresentação de Harris. Foliões foram pressionados contra as grades de proteção, e muitos ficaram feridos. O Corpo de Bombeiro informou que realizou 30 atendimentos no local. A prefeitura disse que cinco pessoas que procuraram atendimento foram levadas a hospitais da região. Todas foram liberadas.
Apesar de ter acionado um plano de contingência durante as apresentações na Consolação e de ter mudado o esquema no Ibirapuera, a prefeitura da capital paulista afirma que o fim de semana de pré-carnaval “foi um sucesso”. Mais de 6 mil agentes da Guarda Civil Metropolitana foram deslocados para as ações de policiamento, segundo a gestão Ricardo Nunes (MDB).
Diante da confusão de domingo, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) anunciou, no dia seguinte, a abertura de investigação sobre a superlotação nos blocos na rua da Consolação. A averiguação será feita por meio da Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital.